Maternidade, ufa!

5 de abril

Eu sempre quis ser mãe, sempre. Amo demais minhas filhas e a família que formamos. Mas vou falar: não é para qualquer um, não! 

Quando temos filhos, temos que ter em mente muito claro que a maternidade não se resume à gravidez e ao parto ou aos primeiros meses daquele bebezinho mimoso que aparece nos comerciais de TV. É todo dia. 24 horas por dia. 7 dias por semana, todas as semanas e meses do ano… para sempre! É preciso saber que ao optar pela maternidade você está abrindo mão da sua liberdade e autonomia por um bom tempo. Sabe aquele dia que você está na TPM e quer ficar sozinha, em silêncio? Não vai rolar. Você vai ter que aprender a controlar seus hormônios e tirar paciência não sei de onde para contornar aquele ataque de birra que vai acontecer bem nesse dia. Não o seu – bem que poderia, já que vontade não falta. Nesse dia, vão ser várias birras. E não, não é porque minhas filhas não tem educação, mas porque estão cansadas, aprendendo a ter autonomia testando os limites, tem dentes incomodando ao nascer e uma série de outras coisas que com certeza também tiraria os adultos do sério. E nesse dia, depois de tentar equilibrar as diversas bolinhas como malabarista, vai pensar… agora vou jantar em paz! Mas não, porque bem nessa hora as duas (no meu caso) vão fazer um escândalo e você vai ter que socorrer. É a hora do sono e toda criança fica chata quando está com sono… Você senta para jantar e sua filha mais velha (de 2 anos) vem querer dar macarrão na sua boca. Macarrão com molho de tomate. De calça branca. E você acha fofo, ela te dá os parabéns porque você comeu tudinho… mas ao mesmo tempo tudo que você queria era comer esse macarrão sozinha, com alguns segundos de paz. Ok, não foi no jantar. Vai ser no banho. Hum… acho que não, ela quer ficar no banheiro com você, mexendo em tudo que não pode, perguntando: “esse pode mamãe? esse não faz dodói?” E de novo você acha fofo, afinal, ela é uma paixão. Seria ótimo esses 5 minutinhos para recarregar, mas… não foi dessa vez. E você desiste de lavar o cabelo hoje, vai ser muito complicado. Hidratante também, fica pra depois. Toca o telefone, é o marido que está viajando. Enquanto você pega a nenê no colo para falar com ele, ela começa a puxar seu cabelo, arranhar sua boca e pisar na sua barriga. Aí você vê aquela carinha linda e lembra que bênção a sua. Ai! Mais um puxão de cabelo. Como é difícil. Marido pergunta coisas complexas, pede coisas… e você respira fundo. Está morrendo de saudade, mas quando ele não dorme em casa você consegue dormir um pouco mais cedo, ufa! Afinal, ainda está naquela fase de acordar a noite inteira para dar mamá. “Fulano acha um absurdo, diz que você tem que deixar chorar um pouco para aprender a dormir sozinha”. Manda o fulano para aquele lugar. Ou então manda ele vir aqui em casa ensinar ela a dormir (e a mais velha também, que vai acordar com a mais nova chorando). Depois de tudo isso você vai amamentar e pensa: ufa! Pelo menos posso sentar um pouquinho e, se der sorte, ver as mensagens que se acumularam no celular. É… o mundo não pára para você ser mãe! Olha pra carinha dela, sente o calorzinho no seu colo e sente aquele amor gostoso que as mães conhecem bem. Pensa que queria ter comido uma sobremesa e passado fio dental, quem sabe depois que elas dormirem. A bebê dormiu, falta a outra. Que não quer dormir. Senhor, dai paciência. Puxa pertinho, dá um abraço, deita juntinho, reza pro papai do céu, conta historinha. O sono não está deixando a historinha sair da sua boca, você provavelmente vai dormir antes dela. Ops, a bebê acordou. Tomara que a mais velha não escute! Dormiu. Volta pra fazer a bebê dormir… e quando as duas finalmente dormem, você exausta tenta dormir um pouquinho (afinal nem tem forças para mais nada), sabendo que já já vem a primeira acordada da noite (a primeira de algumas). Lembra que ficou sem a sobremesa, sem o hidratante, sem o fio dental… para amanhã cedo acordar (ser acordada) e começar tudo de novo: uma maratona de amor e cansaço. 365 dias no ano. E a cada momento lembrar que tudo que você queria hoje era 5 minutos de silêncio, mas tudo que você queria a vida inteira era esses sorrisos e essas mãozinhas segurando seu rosto e falando: “mamãe, eu te amo mamãe!” 💗💗💗 Essa foi uma única e simples noite de toda uma vida. Culpa, cansaço e amor. Quem (mãe) nunca? 

Hoje vi uma chamada super interessante, dizendo que meditação e yoga foram incluídas na lista de terapias alternativas oferecidas pelo SUS. De fato, cada dia mais se comprovam os benefícios da yoga e meditação para a saúde, aumentando a imunidade, a produtividade, foco e até mesmo dores crônicas e agudas!

Durante a gravidez da Gabi tive a honra e o privilégio de gravar um curso online de yoga e meditação para gestantes. Vocês sabem como essas ferramentas me ajudaram durante o meu tratamento, depois dele, quando me disseram que não poderia ter filhos… enfim, sempre! E fico realmente feliz em saber que essas ferramentas podem ajudar outras pessoas também. O curso é com foco em gestantes, mas qualquer pessoa pode fazer as duas práticas de yoga que tem lá!

As primeiras pessoas que acessarem o link por aqui vão ter acesso gratuito ao curso. Isso é um privilégio para vocês, minhas leitoras queridas! Outras pessoas vão pagar R$ 140,00 por diversas meditações e duas aulas, com acesso vitalício, ou seja, podendo acessar sempre que quiser, para sempre! Segue o link:

https://www.udemy.com/yoga-para-gestantes/?couponCode=BLOGHELOFREE

Como eu digo na introdução, seria maravilhoso se todas as mulheres grávidas soubessem o quanto seu estado emocional é importante para o bebê e tivessem ferramentas para tornar esse momento ainda mais prazeroso. Tentei passar um pouquinho para vocês exercícios respiratórios, meditações, maneiras de pensar e posturas físicas que ajudassem a transformar a gravidez no que ela de fato é: sagrada, especial, única, maravilhosa! O curso é bacana também para quem está tentando engravidar, pois dá dicas de como nosso pensamento pode influenciar nossa vida. Olha como nosso cérebro é poderoso (para o bem e para o mal): esses dias vi um vídeo em que filmei a quimioterapia, acreditam que me deu enjoo na hora? Mesmo fazendo 5 anos? Pois é… da mesma maneira, com o pensamento positivo projetamos as coisas para acontecerem com sucesso na nossa vida. O curso ajuda nisso. Espero que gostem! Ajudem a divulgar, muita gente pode se beneficiar das técnicas maravilhosas que ensinei por lá!

Beijos!

Helô

O nascimento da Gabi

23 de março

Oi pessoal! Bom, como eu disse, são muitos assuntos para colocar em dia. Um deles é, com certeza, contar como foi o parto da Gabizinha.

Minha segunda gravidez foi “menos curtida” que a primeira: sentia mais dores e tinha menos tempo para me conectar com a minha pequena que estava na barriga. Descobri que estava grávida meio no susto: apesar de querer loucamente ter 2 filhos (filhas, no caso), não imaginava que engravidaria tão rápido!!! Como tinham me dito que eu não poderia ter filhos e eu já tinha tido a Marianinha, tinha uma esperança mas não uma certeza. A Mariana parou de mamar no peito e eu engravidei exatos 20 dias depois – my baby miracle #2. Qualquer mãe sabe como é intenso esse período, certo?  Estava grávida de novo e tinha em casa um bebê de 11 meses, aquela alegria – e correria. Tudo isso logo depois de um tratamento quimioterápico… muita intensidade nessa minha vida hehehe. Logo que descobri a gravidez estourou aquela “bomba” do zica vírus e a microcefalia. Os primeiros meses foram extremamente angustiantes, cheios de cuidados, um monte de repelente, roupas compridas numa cidade quente como Piracicaba… nossa! As mamães que passaram por isso podem se identificar. Foi um sufoco, não? Um momento tão maravilhoso transformado em pânico, medo, incerteza… Bom, seguindo… nessa gravidez eu tinha mais dores, mais enjôo, estava mais cansada com a correria do dia a dia (trabalho + filho pequeno) e ainda me sentia culpada por não estar fazendo o que eu fazia na gravidez da Mariana: meditar, conversar com a bebê na barriga, enfim, ficar “naquele estado de graça” que eu realmente tive na primeira gestação. Claro que eu conversava com ela, estava demais feliz por estar esperando mais uma princesinha, mas estava curtindo menos. Continuava com o mesmo médico e seguiria – como no primeiro – aguardando um parto normal (a Mariana nasceu de cesárea, mas eu esperei normal).  Acontece que fui ter o bebê em outro hospital (a pedido do médico) e imaginei que seria igual ao outro, super humanizado. Teoricamente este era um hospital até melhor que o outro – aí vemos que muitas vezes ser mais bonito e ter mais nome pode não significar muita coisa.

Com 39 semanas e 4 dias de gestação rompeu minha bolsa, mas saiu pouco líquido e só fui constatar que era isso mesmo que tinha acontecido no dia seguinte, na consulta. Como na primeira gravidez a bolsa não rompeu, não sabia exatamente como era. A Gabi nasceria naquele dia e eu estava MUITO feliz, estava louca para ver a carinha dela e tê-la nos meus braços. Estava também conformada com outra cesariana. Mas o que aconteceu depois não foi legal… o Marcelo só pôde entrar na sala de parto depois que estava tudo certo para a Gabi nascer, ou seja, eu tomei anestesia, passei mal (queda de pressão) e melhorei… tudo isso sem ele do meu lado. Ela nasceu, me trouxeram ela e logo em seguida a levaram para um bercinho térmico enquanto me costuravam (nada romântico dito assim, não?). Só que ela chorava muito e não deixaram nem eu nem o Marcelo pegá-la – e nem ficar do lado dela fazendo um carinho. Só de lembrar disso fico muito revoltada. Como minha primeira experiência foi totalmente diferente sem ter precisado fazer um “plano de parto”, sinceramente não pensei que precisaria disso. Deduzi que seria igual da outra vez, mas o outro hospital tem fama de ser mais humanizado mesmo… fui ingênua. Meus pais, que estavam esperando no quarto, foram “convidados a se retirar” porque o “horário de visita” tinha acabado (21h). Oi??? Eles não eram visita! Minha mãe não deixou barato (ainda bem!) e fez um pequeno escândalo, dizendo que ela não era visita coisa nenhuma, que a filha dela estava tendo bebê e que ela ia ficar ali sim. Deixaram que eles ficassem nuna sala longe da sala de parto aguardando o Marcelo. Ou seja, eles só viram a Gabi por fotos nesse dia, depois que o Marcelo foi encontrá-los. Conhecer mesmo a pequena, só no dia seguinte. Absurdo, né? Na recuperação ela ficou comigo o tempo todo, pele com pele, mamando muito eficientemente desde a primeira vez! Foi um sucesso!

Nos levaram para o quarto e, outro absurdo (na minha opinião), quiseram levá-la para dar banho à meia-noite, no inverno. Eu disse que ela poderia tomar no dia seguinte mas as enfermeiras insistiram tanto que eu acabei deixando passar. Acredito que o primeiro banho deveria ser com um dos pais e às vistas de quem quiser ver, além de não precisar ser à meia noite no inverno, poderia muito bem aguardar o dia seguinte cedinho. Me fizeram levantar às 03h da manhã para tomar banho, porque tinham que ter certeza que eu estava “bem”. Eu estaria bem melhor se estivesse dormindo essa hora!

Os próximos 2 dias também não foram perfeitos. Tirando coisas pequenas sem tanta importância, o berçário do hospital é numa sala fechada (sem janelas nem câmeras) e eles levavam todos os bebês todos os dias para tomar banho e o pediatra passar consulta lá. Quando a Mariana nasceu, todos os banhos dela foram no meu quarto, assim como as visitas do pediatra. Muito melhor, na minha opinião. Até a vacina e o exame do pezinho acabaram sendo no berçário – o que também acho errado. Tudo diferente.

Reclamamos enquanto estávamos lá e, ao sair, enviei um e-mail gigante para a ouvidoria. Pouco tempo depois eles me ligaram, pediram mil desculpas, disseram que meu e-mail foi muito útil porque eles estavam mesmo tentando adequar a maternidade às novas solicitações e blá blá blá. Bom para quem for atendido depois, mas a minha chance  e a da minha filha de um parto humanizado como foi o primeiro havia passado. Triste. Fiquei muito em dúvida sobre escrever ou não tudo isso aqui, mas acho importante que as gestantes saibam que existem essas diferenças, que existem opções e saibam escolher. Que sirva para que outras experiências possam ser melhores que as minhas!

Meu milagrinho número 2, princesinha sorridente Gabi, chegou ao mundo em 15 de julho de 2016 e é loucamente amada por todos nós! Que Deus abençoe e ilumine cada minuto da sua vida, meu anjinho de luz!!! Te amamos!!!

Mais mudanças…

20 de março

Gente, faz um tempão que eu não escrevo, morrendo de saudade de vocês e disso aqui tudo!!! Quantas mudanças passamos desde o último post. Não é estranho que eu não tenha escrito nesse período, coisa demais para assimilar, precisei ficar mais quietinha… A Gabizinha nasceu, meu milagrinho número 2 (ou número 1000? quantos milagres já recebi de Deus???)! Quanta alegria. Quando ela nasceu, pensei em falar sobre o parto mas não foi como eu gostaria. Foi cesariana novamente (a bolsa rompeu e nada de trabalho de parto, então ela nasceu um dia e meio depois), mas não foi humanizado como quando a Mariana nasceu. Depois prometo que escrevo outro post falando sobre isso. Exatamente um mês depois do nascimento da Gabi, o Marcelo voltou a trabalhar em São Paulo. Imaginem como ficamos!!! Que loucura, eu sem marido com dois bebês em casa. Ele fazia força para vir pelo menos uma vez por semana, mas eu queria ele todo dia. Não só eu, nós!!! E ele também queria estar perto das meninas, lógico. Minha sócia mudou para Portugal, mudamos de Piracicaba de volta para São Paulo em dezembro. Ufa! Muda casa, esquema de ajuda (empregada, babá, faxineira), escolinha da Mariana… tudo isso com um bebê recém chegado! Imaginem como foram esses meses? Fiz a conta e nos últimos 10 anos morei em 6 lugares diferentes. Isso sem contar quando morei na Alemanha, então foram…9!!!! Meu Deus… haja yoga para dar conta disso tudo… Por isso fiquei um tempo sem escrever e aí os assuntos foram se acumulando e eu nem sei por onde começar kkkk…Só sei que estava com saudade e senti que precisava voltar! Aos poucos vou colocando tudo em ordem. Na vida e aqui também!!!

Beijosss boa semana!!!

Expectativas

14 de julho

Esperando a Gabi nascer resolvi pensar em como é engraçada a vida… Esperamos, esperamos, esperamos… tudo! Ia dizer que essa expectativa é ruim mas repensei a tempo, lembrando do Pequeno Príncipe: “se você diz que vem às 5h, desde as 3h começarei a ser feliz”. Na verdade eu sei lá se essa foi a hora exata que ele usou kkkkkkk, não lembro mais, mas deu para entender o sentido, né? Pense, por exemplo, em quando comprou o convite para aquele show dos sonhos ou quando esperava o namorado chegar ou ligar e  dava aquele friozinho gostoso na barriga. Ou quando torcemos para nossa bebê dormir a noite toda, mas de manhã ficamos doidos para ela acordar só para ver aquele sorriso lindo de morrer, aqueles bracinhos esticados dizendo mamãe! A vida seria muito chata sem expectativas. Essas esperas são gostosas. A gravidez é uma espera também e pode ser uma delícia ou não, dependendo de um monte de fatores: se a mãe é daquelas grávidas que não tem nenhum enjôo nem inchaços, cuja gravidez transcorre sem intercorrências, cuja família apoia e valoriza esse período, cujo estado emocional está bom, a gravidez tende a ser deliciosa. Já quando está num período delicado na vida pessoal ou profissional, quando passa mal de enjôos e azias e refluxos a gravidez inteira, quando sente dores e medos causados por exemplo por algum problema que tenha sido descoberto na gestação… essa espera é mais ansiosa. Já vejo várias cabecinhas aqui com seus julgamentos hehehe… “Mas ser mãe é maravilhoso!” ou “Affff, esse romance que pintam da maternidade só atrapalha porque na vida real não tem nada disso e é difícil pra caramba e ninguém me avisou!” rsrsrs são os dois lados dessa corda. E posso falar? A maternidade se apresenta de uma forma diferente para cada mulher, em cada contexto, em cada família. Seria tão mais fácil se todos entendessem e respeitassem isso, né? Como tudo na vida aliás.

Mas esse texto nem é para ser sobre a maternidade! Engraçado que quando a gente está vivendo muito intensamente uma fase na nossa vida tudo vira aquilo, né? Começamos falando de outras coisas e quando vemos… pá! Lá está o assunto de novo (no meu caso, a maternidade). Bom, voltando ao tema das expectativas. Hoje o Marcelo (meu marido) disse que a gente andava muito estressado e que não dava para viver assim, que a gente tinha que mudar. Aí, como eu discordei e eu sou chata pra caramba, respondo com um post… Brincadeira kkk… Na verdade conversamos sobre isso um tempão, ele dormiu, eu tive insônia e resolvi escrever para ver se espairecia! A questão toda era que à noite falamos muitas vezes de coisas “ruins”. Reclamamos de coisas que aconteceram no trabalho, em casa… cada um daquilo de ruim que aconteceu no seu dia. Não só reclamamos, também contamos as coisas legais. Contamos tudo. Tem gente que é contra falar de “coisa ruim”, mas eu acho que se não pudermos desabafar com o marido/ esposa, vamos desabafar com quem? Uma boa é desabafar com um psicólogo, mas nem sempre temos dinheiro, tempo ou disposição para isso. E além disso, sinceramente? Quem disse que a vida precisa ser perfeita, que não podemos ter problemas, que falar das coisas ruins é pecado e que o estresse é negativo sempre? Quem disse que um casamento onde as pessoas só falam de coisas boas é melhor que um casamento em que as pessoas tem liberdade para falarem sobre seus dias, mesmo que tenham sido ruins? Não estou dizendo descontar no parceiro, isso seria bem diferente. O que estou perguntando é de onde as pessoas tiraram a ideia de que a vida tem que ser sempre um mar de rosas? Assim como os casamentos, a maternidade, as sociedades, os empregos, as amizades, as famílias? As pessoas podem e vão discordar, discutir, se irritar. Só que também vão se divertir, se amar, rir, sorrir, ter momentos lindos juntos, fazer planos, realiza-los. Enfim, as pessoas vão VIVER UMA VIDA REAL. Vivo lendo sobre como as redes sociais afastam as pessoas dessa vida real e acho que faz muito sentido, apesar de não ter escapatória: nas redes sociais tudo parece lindo e perfeito. Quando a gente posta uma foto linda e sorridente com uma bebê fazendo uma gracinha linda todo mundo curte. Experimenta postar um monte de coisa negativa para você ver, ninguém vai curtir. Nem coisa séria as pessoas curtem, como textos “papo cabeça”. A gente gosta de ver coisa bonita na televisão, em revistas e na vida dos outros através das redes sociais. Só que temos que ter muito cuidado e saber que aquilo é só a janela. Toda casa tem banheiro, cozinha, quarto e sala meus amigos! Entende o que eu quero dizer? Trazendo para a minha vida hoje, falei sobre como a minha segunda gravidez foi mais tumultuada que a primeira, tendo já uma filha ainda muito pequena, abrindo uma empresa, com marido trabalhando em outra cidade, com aquele medo do zika vírus que estourou bem quando eu engravidei, com enjôo a gravidez inteira, com mais dores que na primeira etc. Só que o que eu acredito é que temos que ser capazes de olhar para tudo isso e entender que isso é NORMAL, não é nada de outro planeta, não é o fim do mundo. Entendo que um casal jovem com duas filhas pequenas passa mesmo por um momento que, apesar de lindo, é também difícil e estressante, cheio de noites sem dormir, gastos, diminuição das saídas à noite e viagens, além de continuar com os estresses normais do trabalho e outros, só que tendo ainda muito mais responsabilidades. Eu, de verdade, acho que as pessoas deveriam entender isso como normal. E valorizar cada pequeno momento bom também, cada sorriso dos seus filhos, cada noite bem dormida, cada beijo de boa noite (no marido também), cada jantarzinho mais elaborado, cada coisa boa que acontece no trabalho… Acho que temos que viver, tanto as coisas boas como as ruins. Precisamos ser gratos por tudo de lindo e bom que temos na vida, mas isso não significa varrer para baixo do tapete aquilo que não é ou não está tão bom. Para mim, isso significa ser capaz de enxergar que tudo tem altos e baixos, que tudo nos ensina e nos engrandece – dependendo da nossa atitude – e que nada é permanente. Podemos reclamar, desde que consigamos tirar lições disso e logo em seguida falar e curtir também as coisas boas. Devemos tentar ser mais leves, levar a vida menos a sério, com menos peso. Mas entendendo que isso não significa não ter problemas e sim lidar com eles de um jeito mais leve e, para mim, o primeiro passo para isso é entendendo que os problemas são coisas absolutamente normais na vida de qualquer pessoa.

Acho que quando entendemos de maneira diferente corremos o risco de abandonar as coisas e/ou pessoas ou fugir delas quando as dificuldades se apresentam. E estaremos perdendo todo o lado bom… para logo passarmos por tudo de novo com outras coisas e/ou pessoas. É lógico: quando um relacionamento é muito mais negativo do que positivo, é destrutivo, agressivo, abusivo ou algo assim, temos que cair fora o mais rápido possível mesmo. Mas vocês sabem… não é disso que estou falando 😉

Para finalizar, gostaria de sugerir um dos melhores vídeos que já vi e que fala sobre isso: o estresse é realmente ruim? Novas pesquisas mostram que só se você acreditar nisso…

https://www.ted.com/talks/kelly_mcgonigal_how_to_make_stress_your_friend?language=pt-br

E também sugiro o livro “O Efeito Sombra”, do Deepak Chopra, Debbie Ford e Marianne Williamson, que fala exatamente sobre tudo isso: na medida em que reconhecemos que as sombras existem e são normais, podemos então curtir a luz sem que as sombras atrapalhem. Do contrário, nunca seremos capazes de curtir plenamente a luz. That’s all!

Beijos a todos, deixem comentários que eu adoro!!!!