Expectativas

14 de julho

Esperando a Gabi nascer resolvi pensar em como é engraçada a vida… Esperamos, esperamos, esperamos… tudo! Ia dizer que essa expectativa é ruim mas repensei a tempo, lembrando do Pequeno Príncipe: “se você diz que vem às 5h, desde as 3h começarei a ser feliz”. Na verdade eu sei lá se essa foi a hora exata que ele usou kkkkkkk, não lembro mais, mas deu para entender o sentido, né? Pense, por exemplo, em quando comprou o convite para aquele show dos sonhos ou quando esperava o namorado chegar ou ligar e  dava aquele friozinho gostoso na barriga. Ou quando torcemos para nossa bebê dormir a noite toda, mas de manhã ficamos doidos para ela acordar só para ver aquele sorriso lindo de morrer, aqueles bracinhos esticados dizendo mamãe! A vida seria muito chata sem expectativas. Essas esperas são gostosas. A gravidez é uma espera também e pode ser uma delícia ou não, dependendo de um monte de fatores: se a mãe é daquelas grávidas que não tem nenhum enjôo nem inchaços, cuja gravidez transcorre sem intercorrências, cuja família apoia e valoriza esse período, cujo estado emocional está bom, a gravidez tende a ser deliciosa. Já quando está num período delicado na vida pessoal ou profissional, quando passa mal de enjôos e azias e refluxos a gravidez inteira, quando sente dores e medos causados por exemplo por algum problema que tenha sido descoberto na gestação… essa espera é mais ansiosa. Já vejo várias cabecinhas aqui com seus julgamentos hehehe… “Mas ser mãe é maravilhoso!” ou “Affff, esse romance que pintam da maternidade só atrapalha porque na vida real não tem nada disso e é difícil pra caramba e ninguém me avisou!” rsrsrs são os dois lados dessa corda. E posso falar? A maternidade se apresenta de uma forma diferente para cada mulher, em cada contexto, em cada família. Seria tão mais fácil se todos entendessem e respeitassem isso, né? Como tudo na vida aliás.

Mas esse texto nem é para ser sobre a maternidade! Engraçado que quando a gente está vivendo muito intensamente uma fase na nossa vida tudo vira aquilo, né? Começamos falando de outras coisas e quando vemos… pá! Lá está o assunto de novo (no meu caso, a maternidade). Bom, voltando ao tema das expectativas. Hoje o Marcelo (meu marido) disse que a gente andava muito estressado e que não dava para viver assim, que a gente tinha que mudar. Aí, como eu discordei e eu sou chata pra caramba, respondo com um post… Brincadeira kkk… Na verdade conversamos sobre isso um tempão, ele dormiu, eu tive insônia e resolvi escrever para ver se espairecia! A questão toda era que à noite falamos muitas vezes de coisas “ruins”. Reclamamos de coisas que aconteceram no trabalho, em casa… cada um daquilo de ruim que aconteceu no seu dia. Não só reclamamos, também contamos as coisas legais. Contamos tudo. Tem gente que é contra falar de “coisa ruim”, mas eu acho que se não pudermos desabafar com o marido/ esposa, vamos desabafar com quem? Uma boa é desabafar com um psicólogo, mas nem sempre temos dinheiro, tempo ou disposição para isso. E além disso, sinceramente? Quem disse que a vida precisa ser perfeita, que não podemos ter problemas, que falar das coisas ruins é pecado e que o estresse é negativo sempre? Quem disse que um casamento onde as pessoas só falam de coisas boas é melhor que um casamento em que as pessoas tem liberdade para falarem sobre seus dias, mesmo que tenham sido ruins? Não estou dizendo descontar no parceiro, isso seria bem diferente. O que estou perguntando é de onde as pessoas tiraram a ideia de que a vida tem que ser sempre um mar de rosas? Assim como os casamentos, a maternidade, as sociedades, os empregos, as amizades, as famílias? As pessoas podem e vão discordar, discutir, se irritar. Só que também vão se divertir, se amar, rir, sorrir, ter momentos lindos juntos, fazer planos, realiza-los. Enfim, as pessoas vão VIVER UMA VIDA REAL. Vivo lendo sobre como as redes sociais afastam as pessoas dessa vida real e acho que faz muito sentido, apesar de não ter escapatória: nas redes sociais tudo parece lindo e perfeito. Quando a gente posta uma foto linda e sorridente com uma bebê fazendo uma gracinha linda todo mundo curte. Experimenta postar um monte de coisa negativa para você ver, ninguém vai curtir. Nem coisa séria as pessoas curtem, como textos “papo cabeça”. A gente gosta de ver coisa bonita na televisão, em revistas e na vida dos outros através das redes sociais. Só que temos que ter muito cuidado e saber que aquilo é só a janela. Toda casa tem banheiro, cozinha, quarto e sala meus amigos! Entende o que eu quero dizer? Trazendo para a minha vida hoje, falei sobre como a minha segunda gravidez foi mais tumultuada que a primeira, tendo já uma filha ainda muito pequena, abrindo uma empresa, com marido trabalhando em outra cidade, com aquele medo do zika vírus que estourou bem quando eu engravidei, com enjôo a gravidez inteira, com mais dores que na primeira etc. Só que o que eu acredito é que temos que ser capazes de olhar para tudo isso e entender que isso é NORMAL, não é nada de outro planeta, não é o fim do mundo. Entendo que um casal jovem com duas filhas pequenas passa mesmo por um momento que, apesar de lindo, é também difícil e estressante, cheio de noites sem dormir, gastos, diminuição das saídas à noite e viagens, além de continuar com os estresses normais do trabalho e outros, só que tendo ainda muito mais responsabilidades. Eu, de verdade, acho que as pessoas deveriam entender isso como normal. E valorizar cada pequeno momento bom também, cada sorriso dos seus filhos, cada noite bem dormida, cada beijo de boa noite (no marido também), cada jantarzinho mais elaborado, cada coisa boa que acontece no trabalho… Acho que temos que viver, tanto as coisas boas como as ruins. Precisamos ser gratos por tudo de lindo e bom que temos na vida, mas isso não significa varrer para baixo do tapete aquilo que não é ou não está tão bom. Para mim, isso significa ser capaz de enxergar que tudo tem altos e baixos, que tudo nos ensina e nos engrandece – dependendo da nossa atitude – e que nada é permanente. Podemos reclamar, desde que consigamos tirar lições disso e logo em seguida falar e curtir também as coisas boas. Devemos tentar ser mais leves, levar a vida menos a sério, com menos peso. Mas entendendo que isso não significa não ter problemas e sim lidar com eles de um jeito mais leve e, para mim, o primeiro passo para isso é entendendo que os problemas são coisas absolutamente normais na vida de qualquer pessoa.

Acho que quando entendemos de maneira diferente corremos o risco de abandonar as coisas e/ou pessoas ou fugir delas quando as dificuldades se apresentam. E estaremos perdendo todo o lado bom… para logo passarmos por tudo de novo com outras coisas e/ou pessoas. É lógico: quando um relacionamento é muito mais negativo do que positivo, é destrutivo, agressivo, abusivo ou algo assim, temos que cair fora o mais rápido possível mesmo. Mas vocês sabem… não é disso que estou falando 😉

Para finalizar, gostaria de sugerir um dos melhores vídeos que já vi e que fala sobre isso: o estresse é realmente ruim? Novas pesquisas mostram que só se você acreditar nisso…

https://www.ted.com/talks/kelly_mcgonigal_how_to_make_stress_your_friend?language=pt-br

E também sugiro o livro “O Efeito Sombra”, do Deepak Chopra, Debbie Ford e Marianne Williamson, que fala exatamente sobre tudo isso: na medida em que reconhecemos que as sombras existem e são normais, podemos então curtir a luz sem que as sombras atrapalhem. Do contrário, nunca seremos capazes de curtir plenamente a luz. That’s all!

Beijos a todos, deixem comentários que eu adoro!!!!

Nossos florais

12 de julho

Bom, nem preciso dizer que essa segunda gestação está bem mais corrida que a primeira, né? Cadê meu tempo para ler, meditar e me inspirar para escrever posts delícia aqui para vocês? kkkk…. confesso que está difícil com o trabalho, casa, filha pequena, marido, gravidez etc etc etc. E faz um tempão que quero escrever para contar para vocês uma coisa que acho que pode ajudar muita gente!

Não costumo ficar reclamando das coisas aqui de casa nas redes sociais, então talvez muitos de vocês não saibam que a Mariana começou a dormir a noite inteira (algumas noites rsrsr) só agora, depois de 1 ano e meio. Ainda acorda muitas e muitas noites, mas melhorou muito. Lógico, a privação de sono não é agradável para ninguém, certo? Nem para as mães, nem para os pais e nem para as próprias crianças, afinal elas se beneficiam demais de boas horas de sono.

Tentei um pouco de tudo, menos deixar chorando. Na verdade, acredito que cada criança já nasce com o seu ritmo e personalidade e que não dá para querer enquadrar tudo na rotina que imaginamos ser a perfeita. Algumas coisas vão ser como são e ponto final. Claro, eu sei dos benefícios da rotina e sempre tentei com toda a minha energia estabelecer uma, mas nunca consegui estabelecer definitivamente um horário para soneca, por exemplo, nem hora exata de dormir à noite. Desde que nasceu a Má é super atenta, observa tudo que acontece ao seu redor, quer participar de tudo e ama gente. Quanto mais gente e bagunça em volta dela, melhor. Luta bravamente contra o sono e isso é sério: desde que nasceu! As fotos dela, ainda na maternidade, são todas de olhos abertos. Ela não era aquele recém-nascido que dormia o dia inteiro. Ela tirava pequenos cochilos de 10, 15, 20 minutos. E acordava à noite. E repito, eu tento estabelecer horários de soneca e de dormir à noite, sigo toda uma rotina e tal, mas é praticamente regra ficar mais de uma hora tentando fazê-la dormir. Ela senta, pede tetê, pede Peppa, papai, vira para um lado, vira pro outro, reclama, chora… e depois de tudo isso ainda tem vezes que é melhor simplesmente desistir. À noite não desisto, mas de dia sim, algumas muitas vezes. Deixo acordada e aí ela dorme mais cedo.

Bom, mas vamos ao que interessa! Depois de tentar de tudo um pouco, inclusive fórmulas antroposóficas (resumidamente, medicamentos naturais que levam em consideração o todo), vi que a Lia, uma amiga querida que faz comidas naturais e integrais maravilhosas aqui em Piracicaba, estava agora trabalhando com florais. Resolvemos fazer uma troca: eu daria para ela sessões de Kabbalah e ela me daria consultas de florais. A princípio, para a Mariana dormir melhor. Porém, logo na primeira consulta, prestamos atenção ao fato que o comportamento e estado emocional dos pais (e especialmente da mãe) influencia no comportamento dos bebês, principalmente até os 2 anos de idade. Então eu tinha problemas? Claro! Sempre temos hahahaha…. Eu sou super agitada, faço um milhão de coisas ao mesmo tempo e quero fazer tudo perfeito. O Marcelo também é mentalmente super agitado e preocupado – qualquer tossinha da Mariana no meio da noite ele levanta num pulo, mesmo que seja para olhar pela babá eletrônica, ver que está tudo bem e voltar a dormir. Fizemos um floral específico para mim e um para a Mariana, depois de uma consulta detalhada falando sobre nós, personalidade, relacionamento, dia a dia…

Fiquei impressionada com os resultados rápidos: logo no primeiro dia eu me senti mais calma e centrada. E a Mariana dormiu melhor. Essa melhora acabou sendo atrapalhada por períodos de vacina, doencinhas chatas de criança, mais dentes nascendo… Mas, de forma geral, achei que ajudou muito. Estamos fazendo o “tratamento” por 6 meses e depois de um tempo achamos por bem incluir o Marcelo! De novo, senti a melhora rapidamente. Penso nos florais como uma “meditação em gotas”. É como se conseguisse obter alguns efeitos que a meditação me traz, só que tomando as 16 gotinhas de floral por dia. Claro, não substitui, mas é uma excelente alternativa para ajudar a ter efeitos rápidos e usando pouco tempo. Muito mais que recomendo, agradeço demais! Agora, uma última observação: é diferente passar por uma consulta mensal, onde tudo é avaliado e levado em consideração, e ir na farmácia e comprar um “pacotinho” por conta própria, viu? Não digo que o comprado na farmácia também não ajude, mas que é diferente é!

E vocês, já usaram florais? Compraram direto na farmácia ou passaram por consulta? Como foi? Quero saber!

Beijos, boa semana!

Esses dias alguém me perguntou se eu não ia escrever um post falando sobre minha segunda gravidez, ou melhor, meu segundo milagrinho! Ando tão corrida com tudo que acabo atualizando com mais frequência o instagram e achando que está todo mundo sabendo de tudo. Mas nada como o próprio blog para poder expressar com todas as letras nossa alegria imensa com mais essa novidade, não é?

Tudo aconteceu muito rápido! Desde que engravidei da Marianinha, imaginei que só poderia ter um filho, já que tinham me dito que eu não poderia ter nenhum… Mas meu médico disse que não tinha como saber e aconselhou que, se quiséssemos ter mais de um, já tentássemos pertinho, sem dar muito intervalo. Como a Nininha mamava muito e acordava muito à noite, achei melhor esperar um pouco. Parei de amamentar no peito quando ela estava com exatos 11 meses (tive mastite duas vezes e precisava fazer a tomografia de controle, achei que era hora). A partir desse momento, pensei que poderíamos começar a tentar o segundando (ou a segundinha). Só não imaginei que viria tão rápido! Foram exatos 20 dias entre parar de amamentar e engravidar. Estou agora com 6 meses e meio de gestação da Gabizinha (Gabriela), radiante de alegria por mais essa bênção e também bem cansada hehehehe…

Essa segunda gravidez está bem diferente da primeira, por diversos motivos. A Marianinha ainda acorda bastante à noite, está naquela idade que não pára um segundo e é bastante elétrica. Eu abri uma empresa no fim do ano passado de Consultoria em RH, executive search e hunting (atividade que exerço desde o início de 2012), além das consultorias em Kabbalah Universal e alguns projetos de yoga (que ainda está em desenvolvimento, em breve conto para vocês). Optei por colocar a Má na escola só meio período e trabalho quase todo o tempo de casa. Imaginem tudo isso grávida! Aquele descanso que a gente faz questão de ter na primeira gravidez acaba ficando praticamente impossível. E o cansaço físico vem acompanhado de todas as mudanças típicas dessa fase, preocupações e tudo o mais. Ainda tenho enjôos (na gravidez da Má só tive até o quarto mês), tenho mais dores e menos tempo de fazer exercícios. E menos tempo de escrever aqui no blog, saudade de vocês! Mas é um momento em que algumas prioridades acabam “gritando por nós” e temos que baixar a guarda e admitir que não conseguimos dar conta de absolutamente tudo, por mais que esse seja o nosso desejo.

Tudo isso não impede que eu me pegue sonhando acordada no meio da noite, pensando em como fui chegar até aqui… Em tudo que passei, na alegria de quando soube que estava grávida pela primeira vez, no “susto” da segunda (que surpreendeu pela rapidez, porque sempre quis muito!)… A Marianinha está doentinha esses dias, com gripe, virose, reação de vacina… essas coisas típicas da idade. Essa noite acordou às 4h30 e não dormiu de novo até 6h30. Eu também não estou 100%, mas enquanto estava no quarto com ela, só conseguia pensar em como sou feliz por tê-la ali, ver aquela carinha linda, ouvir quando ela chama toda animada “mamãe!”, quando dá aquele sorriso sapeca de dentinhos quebrados… E pensar que logo essa alegria será duplicada! É muito amor e muita alegria para os nossos corações, agradeço muito a Deus por essa oportunidade de poder vivenciar milagres todos os dias.

E, mesmo atrasada, fiz questão de vir contar tudo isso para vocês, para renovarem sua fé e suas esperanças nos momentos mais difíceis. Abram seus corações para o inesperado e mesmo para aquilo em que vocês nem acreditam mais, não somos capazes de imaginar o que o Universo reserva para nós.

Ser yogui ou fugir?

19 de fevereiro

Outro dia ouvi a seguinte frase: “mas você, que pratica yoga, medita… não pode se revoltar assim”. E tive que escrever esse post. Tive, precisei! Essa história de que quem pratica yoga tem que ser paciente e complacente em todas as situações sempre me incomodou. As pessoas confundem ser paciente com ser passivo e omisso. Na minha opinião, a gente pratica yoga por dezenas de motivos mas, resumindo, para ter mais saúde física, mental, emocional e espiritual. Nesse caso, o que significa ter saúde mental? Conseguir lidar melhor com os desafios da vida. Enfrentar de frente, com sabedoria. Sem agredir, sem perder a cabeça, mas com muita firmeza sim! É nosso papel como seres humanos, como mães, esposas, mulheres, homens, pais… defendermos aquilo em que acreditamos, sabendo logicamente que em muitos casos o fato de outras pessoas terem opiniões diferentes é bom, saudável e rico. Mas, no caso, essa frase me foi dita quando eu me revoltei por ver lixo jogado na rua. Estamos em guerra contra a dengue e o zika vírus, crianças nascendo com microcefalia, famílias sendo destroçadas pelo sofrimento… E as pessoas lá, jogando lixo na rua, criando o ambiente perfeito para a proliferação do mosquito na primeira chuva que der. Nesse caso, eu tenho que me revoltar sim! Eu tenho que falar, brigar, educar. Eu sou mãe! Tenho uma filha pequena e estou grávida. Tudo isso me afeta diretamente, afeta minha família, afeta meu país e todas as pessoas que eu conheço. Eu tenho OBRIGAÇÃO de me colocar. Não posso ser passiva, omissa, indiferente. Isso não seria nada yogui (yogui = aquele que pratica yoga; yoguini = aquela que pratica yoga)… Fico chocada em ver que as campanhas dos governos contra essas doenças (mais precisamente o zika e a dengue) não falam nada sobre não jogar lixo na rua. Fico mais chocada ainda em pensar que as pessoas precisariam de uma campanha para saber que não se deve jogar lixo na rua. Em que mundo a gente vive?

Vou contar uma história interessante para vocês sobre essa história da passividade… Eu pratico yoga desde os 17 anos, ou seja, há 16. Amo meditar, é um momento em que me conecto com a minha essência mais profunda, com o amor, luz e paz que existem em todos nós quando estamos dispostos a prestar atenção. Por natureza eu sou uma pessoa muito agitada e preciso desse tempo para centrar, relaxar, renovar minhas energias. Preciso de algo que me acalme. Mas um dia uma pessoa estava me contando sua experiência com a uma meditação e soltou a seguinte frase que me fez ter uma revelação muito importante. A pessoa disse: “estava tão bom que eu não queria mais voltar”. É como se a meditação te levasse para um outro lugar. Posso garantir: esse lugar é lindo! Nesse momento eu realmente percebi que por muito tempo meditar e praticar yoga funcionavam como uma válvula de escape para mim, mas eu realmente “escapava” e não queria voltar. Lidar com as mazelas do dia a dia me incomodavam, me irritavam: eu deveria supostamente estar 100% do tempo em paz e como eu ia ficar em paz com a vida acontecendo como sabemos que ela acontece? Cheia de probleminhas, atrasos, imperfeições, diferenças… E aí é que está: não existe paz 100% do tempo e nossa “função” como yogis é saber lidar com isso da melhor maneira possível. Logo em seguida fiz a minha formação em NAAM YOGA, que é maravilhosa para isso. Eles ressaltam o tempo todo que temos que estar AQUI, PRESENTES, INTEIROS, nessa vida terrena em que vivemos. É com ela que temos que saber lidar da melhor forma possível, sem fugir. Por isso grande parte dos exercícios é feita de olhos abertos e em pé e focando em fortalecer o sistema nervoso. Não devemos fugir, não podemos. Estamos aqui para VIVER, com tudo que isso possa significar de bom e de ruim.

Vejo muito pessoas que usam a espiritualidade como fuga, como válvula de escape – e não querem “voltar”. Lidar com a vida irrita. Também é fato que muitas vezes, ao colocarmos nossa opinião, por mais educadamente que façamos isso (ou tentemos), vamos desagradar alguém. Paciência… That’s life! Nem Jesus agradou a todos, não sou eu que vou conseguir esse feito, né? Temos que tentar ter consciência disso e trabalhar para conseguirmos ter sim nossos momentos de “escape”, mas voltando lindas e gloriosas para esse lugar lindo a que pertencemos chamado VIDA.

E pronto, tenho dito!

Namastê!

Beijos,

Helô

Ah, a vida… Medita!

5 de fevereiro

Gente, vou contar um segredinho… Parei um pouco a minha terapia e preciso dar vazão aos meus pensamentos e sentimentos por aqui de novo urgente kkkk… Aliás, uma das coisas boas da terapia é isso: ao invés de falar mal de alguém para as pessoas erradas, falamos para a terapeuta e morre ali! Não que vocês sejam as pessoas erradas e nem que eu vá ficar falando mal dos outros para vocês, mas… Deu para entender, né? Quando eu estava doente, direcionava muitos dos meus pensamentos e sentimentos para o blog. Como eu já disse aqui uma vez, podia falar praticamente de tudo aqui, estava “desculpada” e, fora isso, estava mesmo meio “fora do mundo”, sem trabalhar, em casa… então não tinha que ter medo de acabar comentando coisas do meu dia a dia que poderiam chatear alguém. Depois que voltei à vida “normal” (vai saber o que é “normal” hoje em dia, né? rsrsrs) acabou ficando mais difícil ser tão aberta, porque teria que comentar casos do meu dia a dia que envolveriam outras pessoas e nem sempre eram coisas boas, então acabei ficando um pouco mais reservada. Aí veio a maternidade e fiquei ainda mais reservada. Mas ando sentindo uma necessidade louca de falar de novo, tagarelar, expor minhas ideias… Posso??? Hehehe…

Quem me segue no insta ainda fica sabendo mais da minha vida e das minhas coisas, sempre posto por lá e há exatos 38 dias estou postando diariamente o Desafio da Gratidão da Helô. Cada dia escolho um motivo pelo qual sou grata e posto. Poderia colocar várias coisas por dia, mas as fotos nem sempre acompanham, então… Lá tem que ter foto, né? E já contei para vocês que sempre esqueço de tirar fotos das coisas porque não gosto de ficar grudada no celular o dia inteiro. Sempre temos inúmeros motivos para agradecer na vida. Eu tenho muitos!!! Verdadeiros milagres. Muito em breve vocês saberão de mais algumas coisas maravilhosas que tem acontecido. Mas uma vez uma professora de yoga me disse: “como é difícil ser espiritual no Brasil…”. Ela mora nos EUA. São tantos desafios que a gente enfrenta aqui todos os dias que realmente, é muito difícil. Como é difícil manter a fé nas pessoas e na humanidade com o tanto de coisinha errada que vemos todos os dias. Ligar o noticiário então… é com a certeza de que baixaremos nosso nível de energia. Respiramos fundo, meditamos e seguimos em frente. Se não meditamos, ferrou kkkk… Aí vemos um gesto bonito, uma pessoa do bem e vamos recuperando a fé, para logo em seguida levar um puxão de tapete de novo. É gente, essa é a vida por aqui. Quem disse que seria fácil? Eu achava que à medida que ficássemos mais velhos ficaríamos mais tolerantes e pacientes. Mas depois que virei mãe vi que muitas vezes acontece o contrário. Temos que tomar tantas providências, resolver tantos pepinos, correr tanto com tudo, que fica mais difícil termos paciência e tolerância com coisas que claramente são falta de boa vontade, falta de bom senso, falta de competência, falta de respeito e falta de educação. E falta de tempo! Porque realmente, depois que temos filhos, ele vira um bem tão precioso que é até difícil valorar. Cada minutinho perdido tentando consertar alguma falcatrua ou falta de incompetência de alguém é um minutinho a mais que poderíamos estar curtindo nossos filhos ou mesmo fazendo alguma coisa para nós, como meditar e ver se recuperamos a paciência perdida kkkk… Fazer a unha, tomar banho e se maquiar direito também entram nessa lista. Nessas horas, percebo o quanto meditar é fundamental. Pode ser só por 10 minutos. Quem não consegue 10 minutos? Eu bem sei, às vezes é muito difícil se permitir “parar” esse tempo sabendo do zilhão de coisas que temos para fazer. Mas acreditem em mim (e testem por vocês mesmos): fazemos as coisas com mais foco depois, levamos menos tempo, desatamos alguns nós (parece que as coisas “encaixam” e começam a dar menos errado) e, o mais importante: ficamos mais leves, mais felizes, nossa aura muda, retomamos a fé na humanidade e no amor. E comprovadamente Isso não vale 10 minutos? Essa é uma bronca que eu mesma me dou, porque nessa correria que foi janeiro acabei “pulando” alguns dias. Meu Deus, como me fez falta! Meu maior problema é que eu gosto tanto de meditar que eu amaria meditar 1 hora por dia. 10 minutos parece tão pouco que muitas vezes eu fico esperando ter a uma hora, mas preciso lembrar que estou num outro momento de vida e 10 minutos agora valem mais que ouro. E viva os 10 minutos!!! E vocês, tem encontrado esses 10 minutinhos para “se encontrar”? Também tem a sensação às vezes que a vida está te engolindo? Experimente parar por 10 minutos e me conta. Mas conta mesmo, hein? Vou ficar esperando.

Super beijo!

Helô