O nascimento da Gabi

23 de março

Oi pessoal! Bom, como eu disse, são muitos assuntos para colocar em dia. Um deles é, com certeza, contar como foi o parto da Gabizinha.

Minha segunda gravidez foi “menos curtida” que a primeira: sentia mais dores e tinha menos tempo para me conectar com a minha pequena que estava na barriga. Descobri que estava grávida meio no susto: apesar de querer loucamente ter 2 filhos (filhas, no caso), não imaginava que engravidaria tão rápido!!! Como tinham me dito que eu não poderia ter filhos e eu já tinha tido a Marianinha, tinha uma esperança mas não uma certeza. A Mariana parou de mamar no peito e eu engravidei exatos 20 dias depois – my baby miracle #2. Qualquer mãe sabe como é intenso esse período, certo?  Estava grávida de novo e tinha em casa um bebê de 11 meses, aquela alegria – e correria. Tudo isso logo depois de um tratamento quimioterápico… muita intensidade nessa minha vida hehehe. Logo que descobri a gravidez estourou aquela “bomba” do zica vírus e a microcefalia. Os primeiros meses foram extremamente angustiantes, cheios de cuidados, um monte de repelente, roupas compridas numa cidade quente como Piracicaba… nossa! As mamães que passaram por isso podem se identificar. Foi um sufoco, não? Um momento tão maravilhoso transformado em pânico, medo, incerteza… Bom, seguindo… nessa gravidez eu tinha mais dores, mais enjôo, estava mais cansada com a correria do dia a dia (trabalho + filho pequeno) e ainda me sentia culpada por não estar fazendo o que eu fazia na gravidez da Mariana: meditar, conversar com a bebê na barriga, enfim, ficar “naquele estado de graça” que eu realmente tive na primeira gestação. Claro que eu conversava com ela, estava demais feliz por estar esperando mais uma princesinha, mas estava curtindo menos. Continuava com o mesmo médico e seguiria – como no primeiro – aguardando um parto normal (a Mariana nasceu de cesárea, mas eu esperei normal).  Acontece que fui ter o bebê em outro hospital (a pedido do médico) e imaginei que seria igual ao outro, super humanizado. Teoricamente este era um hospital até melhor que o outro – aí vemos que muitas vezes ser mais bonito e ter mais nome pode não significar muita coisa.

Com 39 semanas e 4 dias de gestação rompeu minha bolsa, mas saiu pouco líquido e só fui constatar que era isso mesmo que tinha acontecido no dia seguinte, na consulta. Como na primeira gravidez a bolsa não rompeu, não sabia exatamente como era. A Gabi nasceria naquele dia e eu estava MUITO feliz, estava louca para ver a carinha dela e tê-la nos meus braços. Estava também conformada com outra cesariana. Mas o que aconteceu depois não foi legal… o Marcelo só pôde entrar na sala de parto depois que estava tudo certo para a Gabi nascer, ou seja, eu tomei anestesia, passei mal (queda de pressão) e melhorei… tudo isso sem ele do meu lado. Ela nasceu, me trouxeram ela e logo em seguida a levaram para um bercinho térmico enquanto me costuravam (nada romântico dito assim, não?). Só que ela chorava muito e não deixaram nem eu nem o Marcelo pegá-la – e nem ficar do lado dela fazendo um carinho. Só de lembrar disso fico muito revoltada. Como minha primeira experiência foi totalmente diferente sem ter precisado fazer um “plano de parto”, sinceramente não pensei que precisaria disso. Deduzi que seria igual da outra vez, mas o outro hospital tem fama de ser mais humanizado mesmo… fui ingênua. Meus pais, que estavam esperando no quarto, foram “convidados a se retirar” porque o “horário de visita” tinha acabado (21h). Oi??? Eles não eram visita! Minha mãe não deixou barato (ainda bem!) e fez um pequeno escândalo, dizendo que ela não era visita coisa nenhuma, que a filha dela estava tendo bebê e que ela ia ficar ali sim. Deixaram que eles ficassem nuna sala longe da sala de parto aguardando o Marcelo. Ou seja, eles só viram a Gabi por fotos nesse dia, depois que o Marcelo foi encontrá-los. Conhecer mesmo a pequena, só no dia seguinte. Absurdo, né? Na recuperação ela ficou comigo o tempo todo, pele com pele, mamando muito eficientemente desde a primeira vez! Foi um sucesso!

Nos levaram para o quarto e, outro absurdo (na minha opinião), quiseram levá-la para dar banho à meia-noite, no inverno. Eu disse que ela poderia tomar no dia seguinte mas as enfermeiras insistiram tanto que eu acabei deixando passar. Acredito que o primeiro banho deveria ser com um dos pais e às vistas de quem quiser ver, além de não precisar ser à meia noite no inverno, poderia muito bem aguardar o dia seguinte cedinho. Me fizeram levantar às 03h da manhã para tomar banho, porque tinham que ter certeza que eu estava “bem”. Eu estaria bem melhor se estivesse dormindo essa hora!

Os próximos 2 dias também não foram perfeitos. Tirando coisas pequenas sem tanta importância, o berçário do hospital é numa sala fechada (sem janelas nem câmeras) e eles levavam todos os bebês todos os dias para tomar banho e o pediatra passar consulta lá. Quando a Mariana nasceu, todos os banhos dela foram no meu quarto, assim como as visitas do pediatra. Muito melhor, na minha opinião. Até a vacina e o exame do pezinho acabaram sendo no berçário – o que também acho errado. Tudo diferente.

Reclamamos enquanto estávamos lá e, ao sair, enviei um e-mail gigante para a ouvidoria. Pouco tempo depois eles me ligaram, pediram mil desculpas, disseram que meu e-mail foi muito útil porque eles estavam mesmo tentando adequar a maternidade às novas solicitações e blá blá blá. Bom para quem for atendido depois, mas a minha chance  e a da minha filha de um parto humanizado como foi o primeiro havia passado. Triste. Fiquei muito em dúvida sobre escrever ou não tudo isso aqui, mas acho importante que as gestantes saibam que existem essas diferenças, que existem opções e saibam escolher. Que sirva para que outras experiências possam ser melhores que as minhas!

Meu milagrinho número 2, princesinha sorridente Gabi, chegou ao mundo em 15 de julho de 2016 e é loucamente amada por todos nós! Que Deus abençoe e ilumine cada minuto da sua vida, meu anjinho de luz!!! Te amamos!!!

Mais mudanças…

20 de março

Gente, faz um tempão que eu não escrevo, morrendo de saudade de vocês e disso aqui tudo!!! Quantas mudanças passamos desde o último post. Não é estranho que eu não tenha escrito nesse período, coisa demais para assimilar, precisei ficar mais quietinha… A Gabizinha nasceu, meu milagrinho número 2 (ou número 1000? quantos milagres já recebi de Deus???)! Quanta alegria. Quando ela nasceu, pensei em falar sobre o parto mas não foi como eu gostaria. Foi cesariana novamente (a bolsa rompeu e nada de trabalho de parto, então ela nasceu um dia e meio depois), mas não foi humanizado como quando a Mariana nasceu. Depois prometo que escrevo outro post falando sobre isso. Exatamente um mês depois do nascimento da Gabi, o Marcelo voltou a trabalhar em São Paulo. Imaginem como ficamos!!! Que loucura, eu sem marido com dois bebês em casa. Ele fazia força para vir pelo menos uma vez por semana, mas eu queria ele todo dia. Não só eu, nós!!! E ele também queria estar perto das meninas, lógico. Minha sócia mudou para Portugal, mudamos de Piracicaba de volta para São Paulo em dezembro. Ufa! Muda casa, esquema de ajuda (empregada, babá, faxineira), escolinha da Mariana… tudo isso com um bebê recém chegado! Imaginem como foram esses meses? Fiz a conta e nos últimos 10 anos morei em 6 lugares diferentes. Isso sem contar quando morei na Alemanha, então foram…9!!!! Meu Deus… haja yoga para dar conta disso tudo… Por isso fiquei um tempo sem escrever e aí os assuntos foram se acumulando e eu nem sei por onde começar kkkk…Só sei que estava com saudade e senti que precisava voltar! Aos poucos vou colocando tudo em ordem. Na vida e aqui também!!!

Beijosss boa semana!!!

Expectativas

14 de julho

Esperando a Gabi nascer resolvi pensar em como é engraçada a vida… Esperamos, esperamos, esperamos… tudo! Ia dizer que essa expectativa é ruim mas repensei a tempo, lembrando do Pequeno Príncipe: “se você diz que vem às 5h, desde as 3h começarei a ser feliz”. Na verdade eu sei lá se essa foi a hora exata que ele usou kkkkkkk, não lembro mais, mas deu para entender o sentido, né? Pense, por exemplo, em quando comprou o convite para aquele show dos sonhos ou quando esperava o namorado chegar ou ligar e  dava aquele friozinho gostoso na barriga. Ou quando torcemos para nossa bebê dormir a noite toda, mas de manhã ficamos doidos para ela acordar só para ver aquele sorriso lindo de morrer, aqueles bracinhos esticados dizendo mamãe! A vida seria muito chata sem expectativas. Essas esperas são gostosas. A gravidez é uma espera também e pode ser uma delícia ou não, dependendo de um monte de fatores: se a mãe é daquelas grávidas que não tem nenhum enjôo nem inchaços, cuja gravidez transcorre sem intercorrências, cuja família apoia e valoriza esse período, cujo estado emocional está bom, a gravidez tende a ser deliciosa. Já quando está num período delicado na vida pessoal ou profissional, quando passa mal de enjôos e azias e refluxos a gravidez inteira, quando sente dores e medos causados por exemplo por algum problema que tenha sido descoberto na gestação… essa espera é mais ansiosa. Já vejo várias cabecinhas aqui com seus julgamentos hehehe… “Mas ser mãe é maravilhoso!” ou “Affff, esse romance que pintam da maternidade só atrapalha porque na vida real não tem nada disso e é difícil pra caramba e ninguém me avisou!” rsrsrs são os dois lados dessa corda. E posso falar? A maternidade se apresenta de uma forma diferente para cada mulher, em cada contexto, em cada família. Seria tão mais fácil se todos entendessem e respeitassem isso, né? Como tudo na vida aliás.

Mas esse texto nem é para ser sobre a maternidade! Engraçado que quando a gente está vivendo muito intensamente uma fase na nossa vida tudo vira aquilo, né? Começamos falando de outras coisas e quando vemos… pá! Lá está o assunto de novo (no meu caso, a maternidade). Bom, voltando ao tema das expectativas. Hoje o Marcelo (meu marido) disse que a gente andava muito estressado e que não dava para viver assim, que a gente tinha que mudar. Aí, como eu discordei e eu sou chata pra caramba, respondo com um post… Brincadeira kkk… Na verdade conversamos sobre isso um tempão, ele dormiu, eu tive insônia e resolvi escrever para ver se espairecia! A questão toda era que à noite falamos muitas vezes de coisas “ruins”. Reclamamos de coisas que aconteceram no trabalho, em casa… cada um daquilo de ruim que aconteceu no seu dia. Não só reclamamos, também contamos as coisas legais. Contamos tudo. Tem gente que é contra falar de “coisa ruim”, mas eu acho que se não pudermos desabafar com o marido/ esposa, vamos desabafar com quem? Uma boa é desabafar com um psicólogo, mas nem sempre temos dinheiro, tempo ou disposição para isso. E além disso, sinceramente? Quem disse que a vida precisa ser perfeita, que não podemos ter problemas, que falar das coisas ruins é pecado e que o estresse é negativo sempre? Quem disse que um casamento onde as pessoas só falam de coisas boas é melhor que um casamento em que as pessoas tem liberdade para falarem sobre seus dias, mesmo que tenham sido ruins? Não estou dizendo descontar no parceiro, isso seria bem diferente. O que estou perguntando é de onde as pessoas tiraram a ideia de que a vida tem que ser sempre um mar de rosas? Assim como os casamentos, a maternidade, as sociedades, os empregos, as amizades, as famílias? As pessoas podem e vão discordar, discutir, se irritar. Só que também vão se divertir, se amar, rir, sorrir, ter momentos lindos juntos, fazer planos, realiza-los. Enfim, as pessoas vão VIVER UMA VIDA REAL. Vivo lendo sobre como as redes sociais afastam as pessoas dessa vida real e acho que faz muito sentido, apesar de não ter escapatória: nas redes sociais tudo parece lindo e perfeito. Quando a gente posta uma foto linda e sorridente com uma bebê fazendo uma gracinha linda todo mundo curte. Experimenta postar um monte de coisa negativa para você ver, ninguém vai curtir. Nem coisa séria as pessoas curtem, como textos “papo cabeça”. A gente gosta de ver coisa bonita na televisão, em revistas e na vida dos outros através das redes sociais. Só que temos que ter muito cuidado e saber que aquilo é só a janela. Toda casa tem banheiro, cozinha, quarto e sala meus amigos! Entende o que eu quero dizer? Trazendo para a minha vida hoje, falei sobre como a minha segunda gravidez foi mais tumultuada que a primeira, tendo já uma filha ainda muito pequena, abrindo uma empresa, com marido trabalhando em outra cidade, com aquele medo do zika vírus que estourou bem quando eu engravidei, com enjôo a gravidez inteira, com mais dores que na primeira etc. Só que o que eu acredito é que temos que ser capazes de olhar para tudo isso e entender que isso é NORMAL, não é nada de outro planeta, não é o fim do mundo. Entendo que um casal jovem com duas filhas pequenas passa mesmo por um momento que, apesar de lindo, é também difícil e estressante, cheio de noites sem dormir, gastos, diminuição das saídas à noite e viagens, além de continuar com os estresses normais do trabalho e outros, só que tendo ainda muito mais responsabilidades. Eu, de verdade, acho que as pessoas deveriam entender isso como normal. E valorizar cada pequeno momento bom também, cada sorriso dos seus filhos, cada noite bem dormida, cada beijo de boa noite (no marido também), cada jantarzinho mais elaborado, cada coisa boa que acontece no trabalho… Acho que temos que viver, tanto as coisas boas como as ruins. Precisamos ser gratos por tudo de lindo e bom que temos na vida, mas isso não significa varrer para baixo do tapete aquilo que não é ou não está tão bom. Para mim, isso significa ser capaz de enxergar que tudo tem altos e baixos, que tudo nos ensina e nos engrandece – dependendo da nossa atitude – e que nada é permanente. Podemos reclamar, desde que consigamos tirar lições disso e logo em seguida falar e curtir também as coisas boas. Devemos tentar ser mais leves, levar a vida menos a sério, com menos peso. Mas entendendo que isso não significa não ter problemas e sim lidar com eles de um jeito mais leve e, para mim, o primeiro passo para isso é entendendo que os problemas são coisas absolutamente normais na vida de qualquer pessoa.

Acho que quando entendemos de maneira diferente corremos o risco de abandonar as coisas e/ou pessoas ou fugir delas quando as dificuldades se apresentam. E estaremos perdendo todo o lado bom… para logo passarmos por tudo de novo com outras coisas e/ou pessoas. É lógico: quando um relacionamento é muito mais negativo do que positivo, é destrutivo, agressivo, abusivo ou algo assim, temos que cair fora o mais rápido possível mesmo. Mas vocês sabem… não é disso que estou falando 😉

Para finalizar, gostaria de sugerir um dos melhores vídeos que já vi e que fala sobre isso: o estresse é realmente ruim? Novas pesquisas mostram que só se você acreditar nisso…

https://www.ted.com/talks/kelly_mcgonigal_how_to_make_stress_your_friend?language=pt-br

E também sugiro o livro “O Efeito Sombra”, do Deepak Chopra, Debbie Ford e Marianne Williamson, que fala exatamente sobre tudo isso: na medida em que reconhecemos que as sombras existem e são normais, podemos então curtir a luz sem que as sombras atrapalhem. Do contrário, nunca seremos capazes de curtir plenamente a luz. That’s all!

Beijos a todos, deixem comentários que eu adoro!!!!

Nossos florais

12 de julho

Bom, nem preciso dizer que essa segunda gestação está bem mais corrida que a primeira, né? Cadê meu tempo para ler, meditar e me inspirar para escrever posts delícia aqui para vocês? kkkk…. confesso que está difícil com o trabalho, casa, filha pequena, marido, gravidez etc etc etc. E faz um tempão que quero escrever para contar para vocês uma coisa que acho que pode ajudar muita gente!

Não costumo ficar reclamando das coisas aqui de casa nas redes sociais, então talvez muitos de vocês não saibam que a Mariana começou a dormir a noite inteira (algumas noites rsrsr) só agora, depois de 1 ano e meio. Ainda acorda muitas e muitas noites, mas melhorou muito. Lógico, a privação de sono não é agradável para ninguém, certo? Nem para as mães, nem para os pais e nem para as próprias crianças, afinal elas se beneficiam demais de boas horas de sono.

Tentei um pouco de tudo, menos deixar chorando. Na verdade, acredito que cada criança já nasce com o seu ritmo e personalidade e que não dá para querer enquadrar tudo na rotina que imaginamos ser a perfeita. Algumas coisas vão ser como são e ponto final. Claro, eu sei dos benefícios da rotina e sempre tentei com toda a minha energia estabelecer uma, mas nunca consegui estabelecer definitivamente um horário para soneca, por exemplo, nem hora exata de dormir à noite. Desde que nasceu a Má é super atenta, observa tudo que acontece ao seu redor, quer participar de tudo e ama gente. Quanto mais gente e bagunça em volta dela, melhor. Luta bravamente contra o sono e isso é sério: desde que nasceu! As fotos dela, ainda na maternidade, são todas de olhos abertos. Ela não era aquele recém-nascido que dormia o dia inteiro. Ela tirava pequenos cochilos de 10, 15, 20 minutos. E acordava à noite. E repito, eu tento estabelecer horários de soneca e de dormir à noite, sigo toda uma rotina e tal, mas é praticamente regra ficar mais de uma hora tentando fazê-la dormir. Ela senta, pede tetê, pede Peppa, papai, vira para um lado, vira pro outro, reclama, chora… e depois de tudo isso ainda tem vezes que é melhor simplesmente desistir. À noite não desisto, mas de dia sim, algumas muitas vezes. Deixo acordada e aí ela dorme mais cedo.

Bom, mas vamos ao que interessa! Depois de tentar de tudo um pouco, inclusive fórmulas antroposóficas (resumidamente, medicamentos naturais que levam em consideração o todo), vi que a Lia, uma amiga querida que faz comidas naturais e integrais maravilhosas aqui em Piracicaba, estava agora trabalhando com florais. Resolvemos fazer uma troca: eu daria para ela sessões de Kabbalah e ela me daria consultas de florais. A princípio, para a Mariana dormir melhor. Porém, logo na primeira consulta, prestamos atenção ao fato que o comportamento e estado emocional dos pais (e especialmente da mãe) influencia no comportamento dos bebês, principalmente até os 2 anos de idade. Então eu tinha problemas? Claro! Sempre temos hahahaha…. Eu sou super agitada, faço um milhão de coisas ao mesmo tempo e quero fazer tudo perfeito. O Marcelo também é mentalmente super agitado e preocupado – qualquer tossinha da Mariana no meio da noite ele levanta num pulo, mesmo que seja para olhar pela babá eletrônica, ver que está tudo bem e voltar a dormir. Fizemos um floral específico para mim e um para a Mariana, depois de uma consulta detalhada falando sobre nós, personalidade, relacionamento, dia a dia…

Fiquei impressionada com os resultados rápidos: logo no primeiro dia eu me senti mais calma e centrada. E a Mariana dormiu melhor. Essa melhora acabou sendo atrapalhada por períodos de vacina, doencinhas chatas de criança, mais dentes nascendo… Mas, de forma geral, achei que ajudou muito. Estamos fazendo o “tratamento” por 6 meses e depois de um tempo achamos por bem incluir o Marcelo! De novo, senti a melhora rapidamente. Penso nos florais como uma “meditação em gotas”. É como se conseguisse obter alguns efeitos que a meditação me traz, só que tomando as 16 gotinhas de floral por dia. Claro, não substitui, mas é uma excelente alternativa para ajudar a ter efeitos rápidos e usando pouco tempo. Muito mais que recomendo, agradeço demais! Agora, uma última observação: é diferente passar por uma consulta mensal, onde tudo é avaliado e levado em consideração, e ir na farmácia e comprar um “pacotinho” por conta própria, viu? Não digo que o comprado na farmácia também não ajude, mas que é diferente é!

E vocês, já usaram florais? Compraram direto na farmácia ou passaram por consulta? Como foi? Quero saber!

Beijos, boa semana!

Esses dias alguém me perguntou se eu não ia escrever um post falando sobre minha segunda gravidez, ou melhor, meu segundo milagrinho! Ando tão corrida com tudo que acabo atualizando com mais frequência o instagram e achando que está todo mundo sabendo de tudo. Mas nada como o próprio blog para poder expressar com todas as letras nossa alegria imensa com mais essa novidade, não é?

Tudo aconteceu muito rápido! Desde que engravidei da Marianinha, imaginei que só poderia ter um filho, já que tinham me dito que eu não poderia ter nenhum… Mas meu médico disse que não tinha como saber e aconselhou que, se quiséssemos ter mais de um, já tentássemos pertinho, sem dar muito intervalo. Como a Nininha mamava muito e acordava muito à noite, achei melhor esperar um pouco. Parei de amamentar no peito quando ela estava com exatos 11 meses (tive mastite duas vezes e precisava fazer a tomografia de controle, achei que era hora). A partir desse momento, pensei que poderíamos começar a tentar o segundando (ou a segundinha). Só não imaginei que viria tão rápido! Foram exatos 20 dias entre parar de amamentar e engravidar. Estou agora com 6 meses e meio de gestação da Gabizinha (Gabriela), radiante de alegria por mais essa bênção e também bem cansada hehehehe…

Essa segunda gravidez está bem diferente da primeira, por diversos motivos. A Marianinha ainda acorda bastante à noite, está naquela idade que não pára um segundo e é bastante elétrica. Eu abri uma empresa no fim do ano passado de Consultoria em RH, executive search e hunting (atividade que exerço desde o início de 2012), além das consultorias em Kabbalah Universal e alguns projetos de yoga (que ainda está em desenvolvimento, em breve conto para vocês). Optei por colocar a Má na escola só meio período e trabalho quase todo o tempo de casa. Imaginem tudo isso grávida! Aquele descanso que a gente faz questão de ter na primeira gravidez acaba ficando praticamente impossível. E o cansaço físico vem acompanhado de todas as mudanças típicas dessa fase, preocupações e tudo o mais. Ainda tenho enjôos (na gravidez da Má só tive até o quarto mês), tenho mais dores e menos tempo de fazer exercícios. E menos tempo de escrever aqui no blog, saudade de vocês! Mas é um momento em que algumas prioridades acabam “gritando por nós” e temos que baixar a guarda e admitir que não conseguimos dar conta de absolutamente tudo, por mais que esse seja o nosso desejo.

Tudo isso não impede que eu me pegue sonhando acordada no meio da noite, pensando em como fui chegar até aqui… Em tudo que passei, na alegria de quando soube que estava grávida pela primeira vez, no “susto” da segunda (que surpreendeu pela rapidez, porque sempre quis muito!)… A Marianinha está doentinha esses dias, com gripe, virose, reação de vacina… essas coisas típicas da idade. Essa noite acordou às 4h30 e não dormiu de novo até 6h30. Eu também não estou 100%, mas enquanto estava no quarto com ela, só conseguia pensar em como sou feliz por tê-la ali, ver aquela carinha linda, ouvir quando ela chama toda animada “mamãe!”, quando dá aquele sorriso sapeca de dentinhos quebrados… E pensar que logo essa alegria será duplicada! É muito amor e muita alegria para os nossos corações, agradeço muito a Deus por essa oportunidade de poder vivenciar milagres todos os dias.

E, mesmo atrasada, fiz questão de vir contar tudo isso para vocês, para renovarem sua fé e suas esperanças nos momentos mais difíceis. Abram seus corações para o inesperado e mesmo para aquilo em que vocês nem acreditam mais, não somos capazes de imaginar o que o Universo reserva para nós.