junho - 8 - 2015 | comente

Ai gente, vou ser sincera… Esse mundo me confunde! Fala-se muito em “não julgar”, mas muitas vezes quem mais fala é quem mais julga… Eu acho que, naturalmente, usamos exemplos alheios para reforçarmos nossas escolhas e comunicá-las aos demais e sinto que isso muitas vezes é confundido com julgar. Quando eu digo, por exemplo, que não concordo com algum comportamento de uma pessoa, isso é uma opinião. Estou querendo comunicar como me sinto a respeito de determinado assunto e uso algum exemplo para isso – acho isso normal. Existe uma grande diferença entre a discordância e a falta de respeito: não concordo, mas respeito. É importante diferenciar o julgamento do comportamento com o julgamento da pessoa: acho o comportamento errado, não a pessoa – percebe a diferença? Outra coisa que temos que considerar: hoje penso assim, mas posso mudar de ideia a qualquer momento. É importante que eu mesma saiba disso – e expresse – na hora de comunicar uma opinião (para que ela não vire um “julgamento”, no mau sentido da palavra). Afinal, cada um tem uma perspectiva sobre a vida, cada um foi criado de uma determinada maneira, cada um tem sonhos e valores diferentes. O importante é saber que, na maioria das vezes, nada é certo ou errado, são só diferentes maneiras de olhar para uma mesma coisa. Por que todo mundo tem que pensar igual, fazer igual, querer igual? Vejo muito isso desde que engravidei: é incrível como mães julgam umas às outras. Não é a divergência de opinião que eu citei acima, é julgamento mesmo, no mau sentido. Para mim, isso se justifica assim: toda mãe quer ter certeza de estar fazendo o que é melhor para o seu filho (certeza essa que, aceitemos, nunca vai existir, já que a criação de um filho conta com INFINITAS variáveis e é impossível isolar alguma para medir seu efeito no futuro – Helô economista falando). Claro que algumas coisas são muito óbvias, outras nem tanto. É nessas “nem tanto” que mora o perigo.Exemplo: o sono do bebê, tipos de parto, alimentação do bebê, mãe que trabalha x mãe que não trabalha, chupeta… Bom, como eu disse, toda mãe quer ter certeza que está fazendo o melhor para o seu filho e o que acontece é que o fato de outras mães estarem fazendo diferente confronta suas decisões. Aí, minha gente, preparem-se: é guerra. Sério, é guerra. É julgamento em cima de julgamento. É triste de ver, porque somos todos um… Todos viemos de Deus, todos fomos criados de pais que tentaram dar o seu melhor (com raras exceções), todos tentamos nos informar e tomar nossas decisões com base no seu estilo de vida, nos seus sonhos e objetivos, na sua estrutura familiar, no seu próprio nível de energia, nas suas condições financeiras, na sua maneira de ver a vida… Hoje em dia existe muita informação e quase tudo tem estudo embasando: existem estudos e correntes contra a chupeta, por exemplo, mas existem inúmeros outros a favor. Como disse acima, acho que todos temos direito de dar nossa opinião a respeito das coisas, mas tomando cuidado para evitar o julgamento ruim, aquele que desrespeita a pessoa, a família, que coloca as pessoas em patamares de “melhor que” x “pior que”. Isso cria separação, falta de amor, e somos todos um. Somos filhos de Deus, somos seres que buscam aprender nessa vida e que deveríamos colocar o amor uns aos outros em primeiro lugar.
Fico particularmente irritada quando vejo pessoas que falam o tempo todo que “não devemos julgar” querendo só impedir que os outros as julguem, porque elas mesmas julgam todo mundo… Muitas vezes tudo isso é muito velado, outras vezes é escancarado mesmo.
Estava lendo esses dias que o julgamento drena nossas energias, inclusive o julgamento de nós mesmos, como quando ficamos remoendo como fomos “idiotas” ao falar alguma coisa ou ao tomar determinada decisão. Somos duros conosco, não é? Especialmente nós, mães… Julgamentos realmente drenam nossa energia porque nos afastam de Deus, nos afastam do amor e da unidade que é nosso objetivo nessa vida. Cria a ilusão da separação “nós versus eles”. Para evitar esse desperdício de energia, cada vez que se pegar tendo um pensamento julgador (do ruim), repita para si mesmo: “eu escolho não julgar nada do que acontece”. Repita várias e várias vezes, todas as vezes em que perceber esse padrão. O alívio é imediato e, aos poucos, vamos mudando o foco e reafirmando nossa unidade. Vivemos melhor, com mais paz e mais amor – isso é ser feliz!
“O Deus que está em mim reverencia o Deus que está em você – NAMASTÊ”