Um Glamour só!

20 de julho

Hoje eu quero falar um pouquinho sobre a reportagem “Elas x câncer” que saiu na revista Glamour do mês de julho. Quem ainda não viu, corre para as bancas que ainda dá tempo de comprar!

Conheci a Aninha pelo Instagram. Na verdade, ela me mandou um recadinho por lá dizendo que tinha sido diagnosticada com câncer (adenocarcinoma – câncer de cólon) e que tinha visto o meu blog, e que ver a minha história (e a de outras vitoriosas) foi uma das coisas que a deu forças para encarar tudo como ela vem encarando: com muito amor, determinação, fé… Eu lembro de ter ficado muito feliz e emocionada (vocês sabem, fico muito feliz mesmo com esses comentários porque é isso que me faz seguir com o blog até hoje). Desde então, venho seguindo a Aninha, que no começo do tratamento também começou um blog: o It’s Up 2 You, onde ela divide suas experiências nessa fase que muitos de nós conhece bem (http://itsup2you.com.br).

Foi através da Aninha que eu recebi o convite para participar, junto com ela e a Debs, da reportagem da Glamour contando nossa história, nossa luta contra o câncer. Eu já tinha ouvido falar da Debs – ela tem o famoso Blog da Debs (http://blogdadebs.com.br) que falava sobre esporte, nutrição e bem-estar. Já tinha até visto uma reportagem na TV com ela sobre corrida na gravidez. Ela também foi diagnosticada com câncer (câncer de mama) e começou a escrever sobre esse período no blog. Nos conhecemos pessoalmente no dia da reportagem e foi um dia realmente inesquecível.

Durante o meu tratamento, conheci (a maioria virtualmente) centenas de pessoas passando por diversos tratamentos de saúde, suas histórias, seus medos e suas vitórias. Mas conhecer essas duas de perto foi bem mágico. Depois do término do meu tratamento mantive o blog, mas com uma intensidade menor. Também não mantive as idas ao hospital (porque não precisa! rsrs) e fui tentando deixar esse capítulo da minha vida um pouco mais distante. Ver as duas ali, no meio do campo de batalha e com aquele sorriso e aquela garra, aquela alegria de viver e aquele amor foi como reavivar um pouco a minha crença de que somos muito mais fortes do que imaginamos e que conseguimos coisas impensáveis com a nossa mente e o nosso coração.

A reportagem foi escrita pela Lelê Saddi, que foi de uma sensibilidade e carinho ímpar. Depois daquele dia, penso nelas como se fossem minhas amigas de longa data. Afinal, sabemos, ninguém entende tão bem o que passamos como quem já passou ou passa pela mesma coisa… e isso com certeza nos aproxima de uma maneira que nem conseguimos entender!

Espero que vocês gostem da reportagem e das histórias lindas dessas duas! E que consigam sentir todo o amor e carinho que mandamos para vocês!

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A matéria…

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Da esquerda para a direita: eu, que vocês já conhecem rsrsr, a Lelê, a Aninha e a Debs!

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Nós 3 no making off!

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Nos divertimos assim, às gargalhadas! Era o sol batendo forte nos olhos kkkk… e nós tendo que deixar os olhos abertos, pensa que vida de modelo é fácil? Rsrsrs… A energia estava em mil! Amei, amei, amei. 

Namastê! Obrigada de coração à todos que fizeram essa matéria virar realidade. 

Enxoval em Miami

11 de julho

Agora sim, vou contar tudo que comprei lá. Como eu já disse no outro post, as coisas maiores ou vou ganhar de presente, ou pegar emprestado de familiares ou amigos ou deixei para comprar aqui, porque não são coisas tão caras e específicas (o de lá não vai ser tão significativamente melhor ou mais barato que o daqui para justificar o “trampo” da viagem carregando os trambolhos, na MINHA opinião). Ainda não posso dizer que o que comprei ou deixei de comprar foi certo ou errado, melhor ou pior, afinal… só vou entender isso quando minha filhinha nascer. Então, vou dar as dicas em cima do que comprei, ok?

Como eu fiz para saber tudo que deveria comprar? Peguei diversas listas de diversas pessoas e fui comparando. Pode até parecer confuso, mas acho que foi ótimo porque peguei excelentes dicas de cada uma e fui refinando de acordo com as minhas características pessoais.

Em primeiro lugar, vou dizer tudo que NÃO COMPREI lá e que sei que compõe o enxoval de um bebê: itens de decoração para o quarto (como abajur, bandeja com garrafa térmica e potes para algodão, kit berço e kit “cama de babá”, fronhas, lençóis, cesto de lixo e roupa suja etc), itens como trocador, colchão e os respectivos protetores (queria comprá-los primeiro para depois ver quais seriam os protetores mais adequados), carrinho (vou pegar emprestado), cadeirinha de carro (idem), bebê conforto, banheira, moisés, berço móvel. Também não comprei os famosos cremes Mustela, porque achei 38 dólares quase o mesmo que custa aqui (38 x aproximadamente 2,3 do dólar + IOF).

O que comprei? Muitas roupinhas, mamadeiras, itens de farmácia (coisas que muitas vezes não tem aqui), chupetas, potinhos… Vou discriminar tudo! E aqui vão algumas dicas:

No primeiro dia fui até a Babies R Us, que tem de tudo! Lá comprei as mamadeiras (comprei as da AVENT com bico Natural que imita o formato do seio), os bicos extras de mamadeira (número 1, 2, 3 e 4, apesar de já ter lido esses dias que acabamos não usando tanto – só o 1 para leite e o 4 para sucos mais grossos), algumas chupetas (mas não tinha tantas opções na loja que eu fui), potinhos, babadores de silicone, colheres de silicone, mantinhas, protetores de sol para o carro (aqueles que grudam na janela do carro), itens de higiene (escovinha de cabelo, pente, cortador de unha, desentupidor de nariz, escovinha de dente – gengiva, lencinhos para nariz), itens de farmácia (como pomadinhas para dor quando os dentes começam a nascer, remédio homeopático para cólicas, pomadas para prevenir e tratar assaduras – comprei Desitin, Stelactive da Mustela e AD+), itens para a mamãe (absorventes de seio, aquele negocinho de tirar leite, saquinhos para guardar leite, pomada para rachadura nos seios), protetor de mosquitos para carrinho, organizador de carrinho, aquela almofadinha para colocar na cadeirinha do carro e ela ficar mais “acolchoada” e segura para o bebê quando ele ainda é muito pequenininho… Uma dica importante: na Target as mamadeiras eram mais baratas (só que não tinha tanta variedade e quantidade) e a babá eletrônica era MUITO mais barata – todos os modelos eram cerca de 50 dólares mais baratos do que na Babies R Us. Ou seja: tem que pesquisar, e em Miami as coisas são longe e essas lojas são enormes, então você tem que ter ou muito tempo ou muita disposição srsrsrsrs… Eu tive muita disposição (e um marido querido para me empurrar no carrinho quando eu estava muito cansada) porque quis reservar pelo menos um ou dois dias do final da viagem para descansar e curtir um pouco.

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Essa Desitin é para alívio quando a assadura já está lá, tem a roxinha que é para prevenir as assaduras e tem a AD+ também, que dizem que é fantástica. Também tem para prevenir e remediar. E eu comprei uma da Mustela para experimentar. Se não der certo, eu uso nos meus lábios para as rachaduras rsrsrsr…

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Aí estão o organizador de carrinho, o protetor de mosquito para carrinho, escova de mamadeira e os protetores para o sol do carro (e um saquinho com todas as pomadas citadas acima dentro rsrsrs).

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Mamadeiras, tirador de leite, absorvente de seio, potinhos, aquela almofadinha para a cadeirinha do carro, alguns brinquedinhos…

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Colheres de silicone…

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Babador de silicone com lugar para a comida cair e não esparramar toda…

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O remedinho homeopático para cólica que me disseram que ajuda muito…

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Protetor solar para bebês (depois de uma certa idade) que custa super caro no Brasil e lá é bem mais barato…

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Potinho para guardar leite em pó ou alguma comidinha da Avent…

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Potinho com tampa que se cair no chão não cai tudo…

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Os lencinhos para limpar o nariz…

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E lgumas mantinhas para forrar qualquer lugar ou para enrolar o bebê (ainda não sei exatamente para qual a diferença kkk), alguns bodies branquinhos da Carters e meinhas que achei fofas! Isso foi o que comprei na Babies R Us.

Entre os outlets SAWGRASS e DOLPHIN, eu preferi o SAWGRASS. É mais longe, maior, tem mais lojas… Eu acabei indo nos dois, mas quando fui no Dolphin acabei não comprando praticamente nada, porque já tinha comprado tudo que queria/ precisava.

Em termos de lojas de roupinhas, todo mundo que eu conversei foi unânime: a Carters é a melhor, em termos de preço e qualidade. É legal tentar entrar na internet antes para ver se tem algum desconto (você imprime o cupom e leva, em média é uns 20% de desconto!) e a cada “x” gasto em compras você vai ganhando dólares para uma próxima compra, ou seja: se você gasta 500 dólares, pode ter uns 100 dólares para gastar na próxima compra, sem nenhuma exigência. São 100 dólares de presente que você tem paga ir lá e comprar o que quiser. Esse valor é aproximado e, se não me engano, começa depois que você gasta 250 dólares. Tem Carters tanto no Sawgrass como no Dolphin e também vende algumas coisas em lojas como a Babies R Us e a Target. De resto, tem diversas outras marcas, como Tommy, Ralph Lauren etc etc etc, que vale dar uma olhada principalmente nas promoções e comprar as coisinhas mais diferenciadas, uma roupinha para sair, para algum evento… Enfim, isso vai muito de gosto e prioridades, como já disse. O importante é você ver quando o seu baby vai nascer e fazer as contas por idade (recém nascido, 0 a 3 meses, 3 a 6, 6 a 9, 9 a 12, 12 a 18…) e ver qual será a estação do ano em cada uma dessas fases, para não sair comprando vestidinho sem manga para o inverno ou casaco mega quente no verão.

Achei esse site interessante para quem quiser mais dicas: http://www.macetesdemae.com/categoria/enxoval-de-bebe-em-miami

Para finalizar, existe hoje um serviço como se fosse uma personal shopper, que normalmente são brasileiras que moram em Miami e vão aconselhar os pais nas compras do enxoval. Eu não usei, mas pode ser útil… quem quiser, vale a pena pesquisar um pouco mais sobre isso!

Bom… terminei de falar do enxoval por enquanto, para sanar as dúvidas de algumas pessoas que me perguntaram. Mas, para ser sincera, esse não é meu assunto preferido 😉 Beijos e boa sorte para quem for!!!

Enxoval nos EUA?

29 de junho

Quem me acompanha no instagram e no facebook viu que eu acabei de voltar de Miami, onde fui fazer umas comprinhas de enxoval da minha baby. E muita gente se pergunta se isso é mesmo necessário, então, antes de mais nada, eu gostaria de falar um pouco sobre isso! Afinal, meus próprios pais acharam “frescura” no começo.

Necessário obviamente não é, senão quem não pudesse ir para os EUA ia ficar sem ter o que fazer rsrsrsr… Muitas coisas lá são mais baratas (algumas bem mais) que aqui e muitas coisas que encontramos lá não encontramos ainda por aqui. Eu já tenho muitas coisas que não vou precisar comprar, como carrinho e cadeirinha de carro. Além disso, tanto eu como o Marcelo não gostamos de ficar carregando muitas coisas quando viajamos e voltar com “mil malas”. Por isso, antes de ir para Miami demos uma olhada nas lojas daqui para entender se as coisas que compraríamos lá realmente deveriam/teriam que ser compradas lá. Além disso, também vimos se realmente precisamos de tudo que consta nas listas de enxoval de bebê (algumas coisas não fazem tanta falta). Acabamos voltando com só 3 malas: uma de roupas nossas mesmo, uma de roupinhas de bebê (de recém-nascido, até 3 meses, até 6, até 9, até 12, até 18 – ou seja, um pouco de cada acaba dando uma mala) e outra com coisas pequenas que muitas vezes não achamos (ou achamos por um preço muito maior) por aqui, como babá eletrônica, chupeta-termômetro, lencinho umedecido para nariz, pomadinhas para dor quando o dente começa a nascer, pomadas para assadura (que dizem que são fantásticas), mamadeiras, remédio homeopático para cólicas etc. Prometo fazer um post mostrando todas essas coisas 😉 Coisas maiores como berço móvel, na minha opinião não vale a pena comprar lá e ter que carregar aquela coisa enorme por uma economia às vezes de R$ 50,00. Outra coisa é que quando compramos aqui no Brasil vamos comprando aos poucos e ganhamos muitas coisas. Ou seja, não precisamos comprar TUDO lá. Eu, particularmente, fico muito ansiosa se acho que tenho que comprar milhares de coisas, me canso de ficar em shoppings e outlets e prefiro mil vezes comprar as coisas com calma, pensar de novo, de novo e de novo, esperar o quartinho estar pronto para depois escolher alguns itens…

Sou formada em Economia e tendo a ter um pensamento muito racional (o que pode ser mal visto às vezes rsrsrs), mas calculamos que, contando passagem, hospedagem, aluguel de carro, gastos extras que temos lá e não teríamos aqui (incluindo impulsos consumistas) e as coisas que compramos, as contas acabam praticamente se igualando. Exemplo prático: se um carrinho lá custa U$ 300,00 e aqui esse mesmo carrinho custa R$ 3.000,00, provavelmente se você não for para os EUA comprará um carrinho de R$ 1.000,00 aqui – e ninguém vai morrer por isso (tem ótimos carrinhos de R$ 1.000,00 e até de menos). Claro que você se sente meio “roubado” sabendo que alguma coisa custa aqui 10 vezes o valor que custa lá mas, na maioria das vezes, existem diversas opção mais em conta. Porém, indo para os EUA você “ganha” a experiência da viagem, ou seja, ao invés de gastar X no Brasil em coisas de bebê e só, você também gasta X indo para lá, mas está viajando, se divertindo, passeando… Nossa conclusão é que essa viagem deve ser encarada como uma pequena “lua de mel” antes do bebê nascer (que algumas pessoas chamam de “babymoon”), já que ficaremos um tempinho sem viajar (e para sempre sem viajar sem preocupação nenhuma a não ser nós mesmos rsrsrsr). Deve ser vista como um passeio em que você aproveita para fazer as compras, não valendo a pena se estressar com nada! Ninguém precisa ir para lá mas, se quiser passear e curtir um pouquinho antes de ter o bebê, vale a pena. Se não quiser passar horas no avião e no aeroporto e preferir ficar por aqui, também é muito válido. No fim, todo mundo tem razão! Lembrando, o período ideal para grávidas viajarem de avião é no segundo trimestre da gravidez, nem antes nem depois…

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Aproveitando para se divertir e namorar!

Enfim, fiz esse post porque muita gente me pergunta o que eu acho sobre ir fazer o enxoval nos EUA ou não, a mesma pergunta que eu tinha antes de ir. Essa é a minha conclusão, espero que tenha ajudar a responder os questionamentos de quem está em dúvida! E se alguém tiver alguma opinião diferente, vou adorar ver nos comentários! Afinal, essa é uma decisão muito pessoal!!!

Beijos a todos e boa semana!

Fertilidade

2 de junho

Agora que vem uma baby pelo caminho (é menina!!!) vou acabar escrevendo bastante sobre isso. Vocês sabem, eu escrevo no blog sobre o que vivo, sinto e penso, então…

Um pouco antes de REALMENTE começar a tentar engravidar, porque ainda não sabia se isso seria possível (com a suspeita de que eu não teria óvulos e tal), fui descobrindo algumas coisas que atrapalhavam a fertilidade e outras que ajudavam.

Por exemplo, como minha pele acabou ficando ruim (cheia de e pequenas espinhas) por causa do DIU, minha ginecologista tinha me recomendado tomar comprimidos de espironolactona. Eu não estava tomando sempre, mas um dia tomei e pensei: “será que pode?”. Saí correndo para pesquisar e descobri que a espironolactona atrapalha a fertilidade. Claro, joguei a cartela fora e comecei a pesquisar tudo que ingeria daquele dia em diante. Nem sempre lembramos de contar essas coisas para o médico, alguma vitamina, algum comprimido que tomamos esporadicamente. Mas eles podem estar atrapalhando sim nossos planos.

Também descobri que mulheres que bebem álcool têm a fertilidade reduzida em relação àquelas que não bebem. Portanto, passei a tomar só uma tacinha de vinho bem de vez em quando (eu adoro um vinhozinho rsrsr). Bem de vez em quando significa uma vez a cada 15 dias, mais ou menos. Já disse outras vezes, mas nada radical funciona para mim, ou seja, dizer que eu NÃO POSSO tomar vinho NUNCA me deixa tão estressada e ansiosa que tenho certeza que esses dois sentimentos são mais prejudiciais do que tomar um golinho de alguma bebida de vez em quando.

Outra coisa que descobri: muito café ou cafeína (presente também no chá verde, chá branco, chá preto, coca cola, chocolate…) também é ruim. Não cortei totalmente, mas vim diminuindo a quantidade para um ou dois cafés por dia.

Não posso dizer que nada dessas coisas foi o que me fez engravidar. O que quero dizer é que é importante prestar atenção a todos os seus hábitos, mesmo os que parecem mais inocentes, e pesquisar se eles não podem estar atrapalhando seus objetivos.

Descobri que uma alimentação rica em gorduras “do mal” (como frituras e as trans), em alimentos industrializados e em açúcares também pode reduzir a fertilidade, comparando com pessoas que têm uma alimentação mais balanceada, cheia de verduras, frutas, legumes e alimentos mais naturais. E isso vale para os homens também. Aliás, é necessário checar os hábitos tanto da mulher quanto do homem nesses casos, pois a alimentação e o estilo de vida do marido também podem estar influenciando a fertilidade – afinal, o filho é dos dois, certo?

O sedentarismo também é um fator negativo mas, no meu caso, eu também acabei tomando cuidado com o excesso de exercícios. Eu nunca pequei tanto pelo excesso porque sempre fui bem cuidadosa com o meu corpo – acredito que o excesso faça mal tanto quanto a falta. Mas é recomendado pegar um pouco mais leve nos exercícios no primeiro trimestre da gravidez e ter cuidado com alguns exercícios. Como eu só descobriria a gravidez quando ela já tivesse pelo menos uns 20 dias (1/4 do primeiro trimestre), já fui reduzindo as cargas e intensidade dos exercícios desde que comecei a REALMENTE tentar engravidar (depois que vi que tinha sim folículos e estava ovulando). Pode ser exagero meu mas… quem quer arriscar, não é? Claro que continuei fazendo alguns tipos de exercícios, o que é super importante para ter uma gravidez saudável mas, como já disse, com menor intensidade e carga.

Outra coisa, mas acho que isso todo mundo (ou quase) sabe: é bom tomar ácido fólio quando se está querendo engravidar e alguns estudos sugerem que o homem também tome. Converse com o seu médico e veja a dose adequada para você. O ácido fólico atua contra a má formação do feto.

Grávidas também não podem fazer qualquer tipo de massagem (só alguns) e tratamentos de beleza. Por isso, eu parei com tudo já quando estava tentando. Como eu disse, quando descobrisse a gravidez já estaria com pelo menos 20 dias, então achei melhor não arriscar. Fui bem cautelosa, mas não me arrependo.

Existem diversos bons sites na internet que podem te auxiliar se você tem alguma dúvida e um que eu venho usando muito é o Baby Center (www.brasil.babycenter.com).

Enfim… para mim a ideia principal é tomar cuidado com os seus hábitos e a boa e velha dica que dei no e-mail anterior: faça tudo com amor e por amor!!! Queira, mas também aceite. Namore seu marido porque o ama e não só para engravidar e tenha consciência de que com amor tudo se torna mais fácil 😉

Boa sorte!!! Rsrsrs… e boa semana!

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Meu maior presente

11 de maio

Hoje é o dia que reservei para contar a novidade… É o post mais feliz e emocionado que escrevo desde que comecei o blog. Claro, teve quando vimos que eu estava curada, mas nada se compara a saber que um pequeno milagre vem crescendo na minha barriga há mais ou menos 3 meses, depois de 4 médicos terem dito que isso seria praticamente impossível. Mais uma vez, “burlei a medicina”!

Esse Dia das Mães com certeza tem um sabor todo especial. Além de agradecer à minha mãe por ter me dado a vida e tudo na vida e prestar uma homenagem a todas as mães do mundo, àquelas que ainda sonham em ser mães e aquelas que por algum motivos deixaram esse sonho de lado por enquanto, saber que eu vou ser mãe é simplesmente indescritível. Vou contar a história desde o começo…

Quando descobri que estava com câncer, a primeira coisa que falei para o oncologista foi: “Mas eu quero ter filhos!” E ele me disse que ficasse tranquila e que o tratamento de Linfoma Não-Hodgkin de grandes células B (R-CHOPP e Mabithera) não afetava a fertilidade. Em alguns casos, onde é sabido que o tratamento induz à infertilidade, é recomendado que se congele óvulos antes de iniciá-lo. Porém, é preciso fazer uma escolha entre iniciar logo o tratamento para que a mulher tenha mais chances de sobreviver ou aguardar para congelar óvulos, o que requer pelo menos de um a dois meses. Essa escolha depende do tipo de câncer, da agressividade, do estadiamento… E, no meu caso, mesmo que eu tivesse optado por congelar óvulos antes do tratamento, estaria arriscando muito a minha vida, pois o câncer já estava avançado (com focos em 16 lugares e uma massa – ou tumor – de 12 cm no pulmão). Enfim, comecei a quimio no dia seguinte ao diagnóstico de que realmente o que eu tinha era câncer.

Depois do final do tratamento, conversamos com o médico sobre quando poderíamos tentar ter filhos. O recomendado é que se espere no mínimo dois, idealmente 3 e, para alguns mais conservadores, 5 anos. Isso porque nos 2 primeiros anos é quando as chances de recidiva são maiores. No terceiro elas diminuem, mas ainda são maiores que de uma pessoa que nunca teve câncer e, no quarto e no quinto, as chances são praticamente iguais às de qualquer um. Nesses 5 anos fazemos exames de controle, sendo um a cada 3 meses nos 2 primeiros anos, um a cada 6 meses no terceiro ano e um por ano no quarto e no quinto ano. Depois, somos literalmente consideradas/os curadas/os e podemos levar uma vida normal. Esse controle envolve exames de sangue e de imagem, como tomografia, raio-x, pet-scan… depende do caso. Ou seja, recomenda-se não engravidar nesse período porque: os exames de controle não podem ser feitos como manda o figurino, as chances de recidiva ainda são altas (e ninguém quer ter câncer durante uma gravidez, mesmo que alguns estudos já tenham sugerido que a quimioterapia não afeta os bebês) e mulheres grávidas, em geral, ficam mais suscetíveis a doenças.

Em outubro do ano passado, 1 ano e meio após o término do meu tratamento (em 17 de maio de 2012), fiz uns exames que mostraram que meu FSH estava muito alto. Minha ginecologista, então, sugeriu que eu repetisse os exames e que fizesse um outro exame, do hormônio anti-mülleriano (AMH), para “medir meu estoque de óvulos”. Ela disse que, se o FSH continuasse tão elevado, sugeriria que eu congelasse óvulos, o que foi meu primeiro susto. Isso nunca tinha passado pela minha cabeça! O FSH é o hormônio folículo-estimulante, que estimula os folículos do ovário a se desenvolverem e formar o óvulo, normalmente um a cada ciclo menstrual. O fato de ele estar alto mostra que, provavelmente, eu tenho poucos ou nenhum folículo e que, por isso, meu corpo precisa produzir bastante desse hormônio para “ver se ainda consegue espremer alguma coisa”. Vocês sabem que eu não sou médica e posso não estar falando com as palavras certas, mas no fim é isso que quer dizer, tanto que esse mesmo hormônio costuma ser alto em mulheres que estão na menopausa. Já o hormônio anti-mülleriano é um exame mais específico que mede se seu estoque de óvulos é considerado “normal” (boa respondedora) ou baixo (má respondedora). Ele é muito usado nos dias de hoje, em que as mulheres estão tendo filhos cada vez mais tarde. Uma mulher de 35 anos, por exemplo, que quer ser mãe mas ainda não encontrou o pai 😉 pode fazer esse exame e, com base nele, definir com seu ginecologista se seria interessante pensar em congelar óvulos. Bom, resultado… meu exame deu igual ao de mulheres na menopausa, indicando que eu sou “má respondedora” ou, em outras palavras, que eu tenho poucos ou nenhum óvulo. Minha ex-ginecologista me ligou e disse, por telefone: “é, com esses resultados acho que não vai ter nem óvulo para congelar, mas a gente pode recorrer a uma doação.” Roubando um trechinho da música da Maysa, “meu mundo caiu”.

Se perguntarmos para uma mulher qual o seu sonho, algumas podem responder que é ser médica, bailarina, professora, cientista, advogada… o meu sempre foi ser mãe. Desde pequena eu brincava de casinha, desde a adolescência eu lia artigos em revistas sobre educação de filhos e sempre adorei cuidar das crianças das minhas tias e primas. Pensei: “Por quê? Eu ter um câncer eu até posso entender e aceitar, mas agora isso? Por quê? Por quê? Por quê? Não é justo!” No dia seguinte estava numa clínica de fertilização, onde mais dois médicos que viram meus exames disseram que realmente seria muito difícil conseguir algum óvulo para congelar, mas sugeriam que eu já tentasse no próximo ciclo (eu ainda estava menstruando e, sim, é possível menstruar sem ovular), senão corria o risco de daqui a um mês não ter mais nenhum óvulo. Fui a mais uma ginecologista, que disse a mesma coisa e indicou um outro médico especialista em Reprodução Humana, de Piracicaba, o Dr. Ernesto Valvano – já falo mais sobre ele. O Marcelo agora trabalha novamente em indústria farmacêutica, dessa vez com saúde feminina (e outras áreas também) – ele falou sobre o meu caso para alguns especialistas bem conhecidos e todos disseram a mesma coisa. Saí correndo para um consultório de terapia, isso era demais para mim. Eu nem queria fazer fertilização! Nunca tinha nem pensado nisso, não estava nem entendendo o que estava acontecendo e tinha que decidir começar a fazer um tratamento dali a uma semana!! Parecia que estava sendo obrigada, forçada, mesmo as chances sendo mínimas me submeteria a diversas injeções de hormônios e uma enorme expectativa que poderia ser frustrada. Era uma luta interna, eu precisava entender tudo aquilo. Eu cheguei a dizer para o Marcelo que ele podia separar de mim, porque ele não era obrigado a não poder ter filhos porque eu não podia ter. Eu fiquei completamente confusa, magoada, perdida, triste… Disse para a terapeuta, depois de contar resumidamente minha história: “Preciso de ajuda, isso é demais para mim. E só uma sessão por semana não vai ser suficiente!”

Procurei o Dr. Ernesto. Lembro como se fosse hoje as suas palavras: “Calma, precisamos primeiro entender o que está acontecendo. Seus exames dizem uma coisa, mas seu corpo diz outra. Você está menstruando todo mês, seu útero está rosinha… Não adianta já sair correndo para congelar óvulos sem entender primeiro o que está acontecendo. Na próxima vez em que você menstruar, venha aqui e vamos acompanhar o ciclo, ver se você tem folículos, se eles crescem, se você está ou não ovulando… e depois decidimos o que fazer.” Foi Deus que mandou o Dr. Ernesto para nós, porque era exatamente o que eu precisava ouvir. Como eu disse, parecia que estava sendo forçada a fazer uma fertilização sem entender nada a respeito, sem saber as chances reais, sem saber o que estava acontecendo com o meu corpo. Foi um alívio enorme.

Assim, fizemos: na minha próxima menstruação, fui até o consultório. Estava com um cisto no ovário esquerdo, teríamos que esperar o próximo ciclo para monitorar. No próximo ciclo, tinha um cisto no ovário direito, teríamos que esperar novamente o próximo ciclo para monitorar. “Enquanto isso, namorem bastante!” ele dizia. No terceiro mês, pudemos ver que tinha folículos. Bom sinal! O normal seria ter uns 10 e eu tinha só um ou dois, mas ter algum já era um ótimo sinal. No meio do ciclo, fizemos outro exame e vimos que o folículo havia crescido! Mais um sinal maravilhoso! E muito namoro pela frente. No vigésimo oitavo dia do ciclo, um exame de sangue: eu tinha ovulado! Claro, eu chorei nesse dia… Ainda tínhamos alguma esperança. Menstruei de novo e o Dr. Ernesto sugeriu: “façam como no mês passado, namorem bastante nos dias férteis e, se você não engravidar, no próximo mês pensamos em fazer alguma coisa, uma inseminação artificial ou algo assim.”  Ainda não fazia dois anos que tinha terminado a quimioterapia, mas tínhamos que fazer uma escolha e escolhemos tentar.

Minha menstruação atrasou um dia. Fiz um exame de farmácia, deu negativo. Esperei mais três dias, fiz outro exame, negativo de novo. Ficamos tensos: “pode ser que meus óvulos tenham acabado, que eu tenha entrado de vez na menopausa e não menstrue mais.” Foi nesses dias que escrevi o Desabafo Master (http://heloisaorsolini.com/?p=2153). O Dr. Ernesto pediu para esperar mais 7 dias e repetir o exame. Esses dias demoraram muito a passar e, no sexto dia (não aguentei esperar o sétimo), fiz o exame de novo. Quando começaram a aparecer as duas fitinhas, sinal de que o resultado era positivo, quase surtei! O Marcelo, cauteloso como sempre, falou para eu correr fazer um exame de sangue para confirmar (depois descobri que não existe falso positivo em teste de farmácia, só falso negativo). Liguei correndo para a minha mãe ir comigo, ela quase bateu o carro (eu sei, ela não deveria atender dirigindo rsrsrsrs). No mesmo dia saiu a confirmação, sexta-feira, 14 de março. Como sempre, tinha que ser uma sexta-feira!!!

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Desde então, estamos muito, muito, muito felizes. Eu tenho vontade de chorar todos os dias de felicidade!!!! Não tenho como agradecer por ter essa bênção na minha vida. Eu acredito que seja um milagre, só fico triste em falar isso porque sei que muita gente que me acompanha não teve a mesma sorte. Sei que muitas pessoas que merecem tudo de mais lindo na vida talvez não consigam ter filhos ou mesmo percam um filho, o que é muito triste. Mas não posso deixar de compartilhar minha alegria com vocês e dar esperança a muita gente que já ouviu que não poderia ter filhos e, quem sabe, também consiga “burlar a medicina”.

Quando ouvi de 4 médicos que seria quase impossível engravidar, escrevi para a Lemia, uma das professoras de yoga mais queridas que já conheci na vida. Ela é americana, mora em Los Angeles e é um verdadeiro anjo! Ela me acompanhou naquele curso de Naam Yoga que fiz no México e eu sabia que ela teria algo legal para me dizer. Faço questão de dividir com vocês o que ela me disse, tenho certeza que pode ajudar muita gente passando por momentos difíceis:

“Em primeiro lugar, temos todas as ferramentas para fazer milagres acontecerem. Os médicos vem de um background baseado no medo. Ao responder essas perguntas e partir daqui, você tem uma escolha…. você quer viver em medo ou você quer viver no AMOR? Uma vez que você responda esta pergunta, não tem como voltar atrás. Quando você escolhe o amor, existem infinitas possibilidades. Você pode mudar seu corpo inteiro através do jeito que você pensa nele. Mantenha afirmações positivas em mente e no seu discurso 24 horas por dia. Tenha amor por você, pelo seu corpo, pelos seus ovários, pelo seu marido, por tudo na sua vida. Mantenha um estado de gratidão e amor incondicional. Faça amor com o seu marido porque você o ama, não para ficar grávida – faça por amor. Apaixonem-se de novo um pelo outro, traga a paixão de volta para o seu relacionamento. Todas essas coisas são o começo da manifestação dos seus sonhos. Sempre existe uma saída do impossível. Eu acredito em milagres e já vi muitos deles. Traga de volta o poder para o seu coração e tenha fé. Amo muito você.”

Claro que pode parecer difícil pensar assim em momentos de dificuldades, mas o amor sempre melhora tudo. A saída pode não ser a que imaginamos, mas com amor é sempre mais fácil!

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