E ignore o que é ruim! Um dos códigos mais polêmicos, na minha opinião. Cabe bastante reflexão aqui! “Ame o que é bom, ignore o que é ruim” – esse é o terceiro código da Kabbalah. Amar o que é bom é fácil, mas como podemos ignorar o que é ruim? Paradoxo. A vida é um paradoxo! Esse código, no meu entendimento, se refere a amarmos e ignorarmos esferas de um mesmo objeto. Como tudo tem seu lado bom e ruim, amamos o bom e ignoramos o ruim. Mas não devemos tentar mudar o que é ruim? Depende.

Primeiro, aprendemos na Kabbalah que nada é ruim, que tudo acontece por um motivo e que tudo tem seu lado de bom, de luz. Como diz Dr. Levry: “Toda nuvem de escuridão esconde um ponto de luz. Todo raio de luz esconde um ponto de escuridão”. Ele continua: “É na sua fraqueza que você encontra sua força e é na sua força que você encontra sua fraqueza.” Ou seja, toda vez que algo parece ruim, podemos encontrar um ponto de luz mesmo assim, mesmo que não possamos ver ou compreender aquilo naquele momento.

Segundo, mais para frente veremos um código que fala sobre a justiça. Também já falamos sobre servir e fazer o bem. Os outros códigos vão se somando para ajudarem uns aos outros a fazerem sentido. Claro que se vemos algo errado e que podemos consertar, devemos. Alguma injustiça, por exemplo. Mas e quando se trata de uma pessoa? Todos temos defeitos, mas esse código nos ensina a ver a luz em cada pessoa, a ver seu lado brilhante.

Quando falamos sobre o bem e o mal, o bom e o ruim, é uma questão íntima e interna. Às vezes, amamos algo que sabidamente é ruim para nós, como cigarro, excesso de álcool, um relacionamento abusivo… Sabemos que devemos ignorar essa coisa ruim, eliminá-la da nossa vida, mas algo ainda nos prende a ela. Esse código também ensina isso: ouvir nosso coração ao invés de ouvir nosso ego, nossos sentidos, guiados apenas pelo prazer momentâneo. O prazer é algo bom, muito bom, desde que nos faça bem e não só agora. Devemos seguir nosso coração porque ele sabe o que é bom para nós. Podemos enganar nossa mente, mas não o coração.

Para terminar: tudo em que você foca CRESCE. Se você se prender ao lado bom das pessoas e das coisas, eles crescem. Se, pelo contrário, você focar no ruim, ele também cresce. Quando você diz a alguém quão incrível ele é, ele quer (mesmo que inconscientemente) corresponder à sua expectativa e não tem outra escolha a não ser ser incrível. Pena que frequentemente nos esquecemos disso e focamos no ruim, criticando, julgando, falando mal… e, assim, estamos fazendo com que o ruim cresça e se fortaleça. Para mim, algumas coisas têm sim que ser ditas sim, como forma de alertar os outros ou mesmo de mostrar que você não aprova determinado comportamento. Porém, a intenção por trás desse comentário deve ser boa, deve trazer luz à situação e não visar unicamente a satisfação em falar mal e diminuir alguém.

Gostaria de saber um pouco do que vocês pensam sobre esse código! Deixem seus comentários, reflitam ao longo da semana e me contem tudinho rsrsrsr 😉

Namastê!

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Essa foto é do hotel em que fiquei no México, durante o meu treinamento em Naam Yoga e Kabbalah. Ele é deslumbrante, mas a região é desértica, muito quente e cheia de mosquitos… Se quisermos, encontramos defeitos em tudo e, à medida que os encontramos, eles crescem! Preferi focar em tudo de maravilhoso que tinha por lá 🙂 E foi MARAVILHOSO! 

Hoje é dia de entrevista!!! E ela é da linda Maria Clara, que teve um linfoma igual ao meu, na mesma época (um pouquinho depois, na verdade). Ela já era blogueira antes e durante o tratamento continuou com o blog, contando um pouco a sua experiência com muito amor, alto astral e alegria, quando possível – claro. É sempre bom nos inspirarmos em pessoas como ela, para vermos que o que parece difícil pode ser vivido de uma forma leve. Hoje também de alta, está – como eu – contando os dias para ter aquele cabelão lindo de novo! Ela e o marido resolveram viajar pelo mundo e contam tudo no blog http://mariaclaracallil.com/. Vou deixar que ela mesma conte 😉

1) Quem era a Maria Clara antes do câncer?
Eu descobri que estava doente em Agosto de 2012, na época eu tinha 24 e eu e meu marido morávamos em Lins, somos naturais de Ribeirão Preto mas, estávamos na cidade há dois anos por causa de seu trabalho! Na época, nossa vida era uma loucura, nós viajávamos muito e não tínhamos a menor rotina, era tudo tão corrido que não tínhamos muito tempo para cuidar de nós e da nossa saúde, o que estava me fazendo muita falta, já que sempre tive uma vida regrada! Exatamente na época que nós resolvemos que era hora de diminuir o ritmo, eu descobri que estava com um linfoma não hodgkin de grandes células B primário de mediastino!
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Essa foto é de peruca, durante o tratamento. Mas assim era a Maria Clara antes do câncer… essa peruca era igualzinha ao cabelo dela! 
2) Como você e sua família enfrentaram esse período?
Com certeza a doença pegou todo mundo de surpresa, principalmente porque eu não tive nenhum sintoma, estava ótima num dia e no outro recebi esse diagnóstico, foi tenso! Porém, reagimos com calma, sabíamos que estávamos em boas mãos, os médicos passaram muita segurança e em nenhum minuto eu achei que seria meu fim ou algo parecido, desde o começo eu sabia que ia sair dessa bem mais forte do que entrei e foi assim que aconteceu! Na época eu tinha um blog (http://mariaclaracallil.com) onde falava sobre moda, viagens e coisas do tipo e eu resolvi transformá-lo num diário, onde compartilhava com as pessoas o dia a dia do meu tratamento, minhas conquistas, dúvidas, inseguranças e desabafos e isso meu ajudou muito, conquistei leitores queridíssimos que me deram muita força e oraram muito por mim, o que, sem dúvida, fez parte da minha cura!
3) Quais foram os pilares da sua cura, na sua opinião?
Sem dúvida minha família e meu marido foram pilares muito importantes na minha vida nesse período, eles me mantinham sempre para cima, me distraiam, me mimavam e estavam sempre por perto, me passando segurança e me dando muito amor, isso foi importantíssimo! Também busquei muita força dentro de mim, coloquei na minha cabeça que ia me curar e nada no mundo conseguia me abalar, acho que isso também foi muito importante, nossa cabeça é metade do sucesso do tratamento! Fora isso, venho de uma família muito católica e as orações estiveram presentes o tempo todo, quando me sentia tensa ou ansiosa, eu gostava de rezar o terço com a minha mãe, era muito relaxante!
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Com o Baú – marido mega companheiro – e uma das suas várias perucas!
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Já com o cabelo crescendo, em uma das viagens pelo mundo! 
4) Leio muito por aí “o que não se deve dizer para um paciente com   câncer”. Concordo com algumas coisas e discordo de outras. No seu caso, o que   você acha que não se deve dizer (se é que você acha que não se deve dizer   algo) e o que você acha que deve ser dito/ feito? E o que você fala ou falaria   para alguém que acabou de descobrir a doença?
Olha, eu acho que o principal é nunca comparar o caso de uma pessoa com o de outra, aprendi nesse período que por mais parecido que sejam os diagnóstico, cada organismo reage de um jeito, o que é regra para um, pode não ser para o outro! Outra coisa que eu acho super por fora é falar sobre porcentagem de cura, não acredito nessas estatísticas, como disse lá em cima, o segredo está no pensamento positivo, se me dessem 90% ou 1¨% eu lutaria do mesmo jeito, então prefiro não saber essas coisas! Para fechar, eu diria que a frase “cabelo cresce” tinha que ser banida da face da terra!! Hehehe…
Agora, para as pessoas que estão começando essa batalha, eu gosto de dizer que tudo passa, pois essa é a maior verdade! Durante o meu tratamento eu pedi muita paciência a Deus, acho que é o que mais precisamos para enfrentar essa fase chata, paciência nas sessões de quimio, paciência entre um ciclo e outro, paciência para esperar o cabelo crescer, paciência para ver resultados, enfim, muita paciência, força e fé que em pouco tempo tudo volta ao normal!!!
5) Qual foi o impacto da queda do cabelo para você, como você lidou   com isso no antes, durante e depois? Aproveita e fala um pouquinho sobre   autoestima em geral também 🙂
Eu sempre tive um xodó muito grande pelo meu cabelo, era uma das coisas que eu mais gostava em mim mas, por incrível que pareça, perdê-los não foi o momento mais doloroso do meu tratamento! Quando me falaram que eu teria que fazer quimio eu já sabia que iria ficar careca e fui me conformando com a idéia desde de então, claro que não era o que eu sonhava para mim mas, raspar a cabeça foi bem menos traumático do que eu pensei, foi quase uma sensação de liberdade!! Comprei perucas e ganhei muitos lenços mas, eu gostava mesmo era de ficar careca, me sentia mais confortável desse jeito, meu marido também foi muito companheiro, nunca me olhou diferente por um segundo sequer, sempre me elogiava e dizia que eu estava linda e isso ajudou a manter minha autoestima lá em cima! O mais difícil mesmo foi no final do tratamento quando eu perdi TODOS os cílios e a sobrancelha, aí sim foi impactante pois eu perdi a minha expressão, eu me olhava no espelho e não conseguia ligar aquela imagem a minha pessoa, foi quando eu apelei para a maquiagem, ela me ajudou muito nessa época e hoje sou uma expert no assunto!!! E então, quando eu menos esperava, lá estavam meus fiozinhos nascendo de novo, nosso organismo é muito perfeito mesmo, foi lindo viver essa experiência e ver a vida voltando aos poucos dentro e fora mim!
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Curtindo o curtinho com as tiaras, que ela super aderiu quando os fios começaram a crescer! Linda!
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E em outra viagem pelo mundo 😉 
6) O que você tirou de positivo dessa época para a sua vida? Muita   gente me pergunta o que mudou na minha vida e se eu mudei. Ainda não sei   responder muito bem. No seu caso, o que você acha?
Também não sei dizer ainda o que mudou em mim, mas sei que trouxe muitas coisas positivas de tudo isso que eu passei, primeiro, meu casamento amadureceu demais, passar por uma barra dessa logo no começo de casados só fez aumentar nossa cumplicidade e companheirismo! Segundo, me tornei um pouquinho mais egoísta, não no mau sentido da palavra, apenas comecei a colocar a minha vida em primeiro plano, hoje, dificilmente eu faço algo por obrigação, também aprendi a respeitar o limite do meu corpo e sou muito mais preocupada com manter um estilo de vida saudável! 
7) E esse negócio de você e o Baú saírem viajando pelo mundo?
Meu tratamento foi muito pesado, eram sete dias internadas recebendo quimio direto, depois passava uma semana muito fraca sem São Paulo, longe da minha família e, por último, uma semana em Ribeirão na casa dos meus pais antes de voltar para o hospital e recomeçar todo esse ciclo! Durante 6 meses minha vida foi assim e eu e meu marido resolvemos que quando tudo acabasse a gente iria tirar um ano inteiro de férias para compensar todo o estresse que nós passamos e é exatamente isso que estamos fazendo!! Já rodamos bastante e é muito interessante ver como as viagens foram apagando as lembranças ruins e substituindo-as por outras tão alegres e cheias de boas e novas experiências!
8) Para terminar, fala um pouco do seu trabalho hoje, dos seus planos de agora em diante…  Também quero saber se você se engajou na causa do câncer e como. Eu confesso que demorei para me engajar, ainda era too early for me rsrsrsr… Aí conta   para você!
Apesar de ter muita vontade, eu ainda não tive tempo de me engajar em nenhuma causa, como eu disse lá em cima, tirei esse ano para cuidar de mim e da minha cabeça, colocar os pensamentos em ordem, rever tudo o que eu quero para minha vida, o que sai, o que fica, enfim, botar ordem na casa!! O blog continua a todo vapor e através dele eu compartilho com as pessoas essa nova fase da minha vida, conto das minhas viagens e das experiências que estamos vivendo e é claro que sempre aparecem por lá pessoas que estão começando o tratamento e buscam nele e em mim um apoio para essa fase e eu estou sempre de portas e coração aberto para ajudar todo mundo que me procura, que pede conselhos ou simplesmente quer me contar a sua história, do mesmo jeito que você me recebeu quando eu descobri que estava doente e achei seu blog na internet, você foi um exemplo para mim e eu tento retribuir isso à todos que me procuram!
Gente, tem alguém mais querida?? Adorei a parte que ela disse que a frase “cabelo cresce” deveria ser banida da face da Terra rsrsrsr… É verdade… Até porque que ele cresce não é nenhuma novidade, né? Rsrsrs… Também concordo muito com a PACIÊNCIA: ela é TUDO nesse período! Como eu pedia paciência… e peço até hoje, porque muitas coisas ainda não voltaram ao normal. Além disso, cada pessoa pode reagir diferente ao mesmo tratamento e pelo mesmo motivo eu também não fiquei me apegando demais aos dados científicos.
Querida, foi muito bom ter você por aqui, linda, leve e feliz! Contando sua história dessa maneira inspiradora, mostrando que tudo passa! Parabéns por ser quem você é, espero te conhecer pessoalmente!!!
Beijos para você e para as nossas leitoras 😉 E boas viagens!!!!

Calorias inteligentes

16 de outubro

Cresci ouvindo que engordamos quando ingerimos mais calorias do que gastamos e emagrecemos quando gastamos mais do que ingerimos. Mas a maneira como as calorias são absorvidas pelo nosso organismo pode tornar todo esse processo muito mais complexo do que imaginamos! Caloria é, na verdade, a quantidade de energia necessária para elevar em um grau Celsius a temperatura de 1kg de água. Gorduras fornecem 9 calorias por grama, carboidratos e proteínas fornecem 4 e as fibras, 2 – por causa da dificuldade que nosso sistema digestivo tem para reduzi-las em moléculas menores.

O que a ciência está descobrindo agora é que a forma de preparo de cada alimento, além de outros inúmeros fatores, pode influenciar a maneira como nosso corpo absorve essas calorias e, portanto, se as calorias ingeridas realmente tem um impacto tão matemático assim no nosso corpo e no nosso peso.

Por exemplo: os vegetais variam conforme a sua digestibilidade. Quanto mais resistentes forem suas paredes celulares (plantas mais novas têm paredes mais resistentes que as mais maduras), menos calorias absorvemos do alimento. Quando as paredes celulares resistem, o alimento retém suas calorias e elas passam intactas pelo nosso corpo. Pense nas sementes e no pão branco em relação ao pão integral! Uma pesquisa mostrou que pessoas que consumiram porções de 600 ou 800 calorias de pão integral com sementes de girassol, grãos de cereais e queijo cheddar gastaram duas vezes mais energia para digerir esse alimento do que as que consumiram as mesmas calorias em pão branco e um queijo processsado. Resultado: elas absorveram 10% menos calorias.

Pesquisas recentes sugerem que amendoins, pistaches e amêndoas não são tão bem digeridos como outros alimentos com níveis semelhantes de proteínas, carboidratos e gorduras e, portanto, proporcionam menos calorias do que imaginamos – ponto para a minha querida manteiga de amendoim e leite de amêndoas!!! 🙂

Outra coisa interessante é que as proteínas podem exigir até 5 vezes mais energia para serem digeridas pelo nosso corpo do que as gorduras. Enquanto isso, mel e açúcar são absorvidos sem praticamente nenhum esforço. Isso tudo influencia – e muito! – a maneira como nosso corpo responde à nossa alimentação. Ou seja, se uma proteína tem 100 calorias, mas nosso corpo gasta (chute meu) 20 para digeri-la, ao passo que não gasta nada para digerir as mesmas 100 calorias do mel, o mel engorda bem mais, certo? A maneira de preparar os alimentos também é um diferencial: ratinhos emagreceram 4 gramas comendo batata doce crua, em comparação com a mesma quantidade de batata doce cozida (macerada ou inteira). E ganharam 1 grama de massa corporal ao consumirem carne cozida ao invés de crua.

Nosso sistema imunológico também pode influenciar. Quando comemos carne crua, que pode conter microrganismos potencialmente perigosos, ele gasta energia para identificar se esses microrganismos são “amigos” ou “inimigos”, sem falar que quando são “inimigos” gasta energia para tentar destruí-los.

Depois de tudo isso, ainda temos que observar as diferenças na maneira como cada corpo responde ao que consome. Não se usa ficar por aí medindo o intestino das pessoas, mas estudos do começo do século 20 feitos por cientistas europeus mostraram que certas populações russas tinham intestinos em média 57 cm mais longos do que os de determinadas populações polonesas. Sendo que os estágios finais da absorção de nutrientes ocorrem no intestino grosso, o russo absorverá mais calorias :-0

E os adultos que não possuem a enzima lactase para digerir os açúcares do leite pode absorver (e estima-se que a maioria da população adulta não tem) menos calorias. Estamos falando de calorias mas, lógico, esse mesmo adulto pode apresentar inchaço e diversos outros sintomas ruins relacionados com a dificuldade de digestão.

Cada organismo possui uma comunidade específica de bactérias nos intestinos, e elas também influenciam na quantidade de energia que obtemos de cada alimento que ingerimos. Estudos mostram que pessoas obesas têm mais de uma determinada bactéria nos intestinos e que elas tornam a metabolização dos nutrientes mais eficiente: ao invés de serem eliminados como resíduos, mais nutrientes chegam circulação e, se não utilizados, são armazenados como gordura.

É importante dizer que a melhor absorção dos alimentos permitiu a evolução do nosso cérebro e permitiu a humanidade a chegar ao seu estado atual. É muito simplista escolher os alimentos com base nas calorias dos rótulos. Conheço muita gente que ainda tem medo de abacate, nozes e manteiga de amendoim, por causa das calorias. Desde que eu parei de contar as calorias e escolher os alimentos pela quantidade de nutrientes que eles fornecem, além de ouvir mais o meu corpo e comer quando realmente estou com vontade e a quantidade que realmente me satisfaz, eu nunca mais engordei. Também nunca mais tive ataques de gula ou qualquer compulsão alimentar. E conheço outras pessoas que chegaram à mesma conclusão. Além disso, justamente por essa complexidade no nosso sistema digestivo e na maneira como os alimentos são processados, é difícil acreditarmos em tudo que as notícias dizem sobre a comida: ovo faz mal e depois faz bem, óleo de canola é o melhor e depois o pior, chocolate engorda e depois ajuda a emagrecer… Todas essas informações nos deixam confusos e impedem que a gente ouça nosso corpo da maneira como deve ser. Assim, é o que eu sempre digo: escolha os alimentos com base na quantidade de nutrientes que eles fornecem, coma com mais prazer, mais consciência e menos culpa. E coma com amor!!!!

Para terminar, esses dias postei no instagram que estava comendo panqueca de Whey que, para quem não conhece, é uma proteína em pó que pode ser usada para fazer shakes ou incrementar diversas receitas. A panqueca que eu estava comendo era o pó pronto (só precisa adicionar água), mas ela contém diversos ingredientes não tão bons. Prefiro mesmo essa receita muito mais nutritiva de panqueca proteica que encontrei no site Mind Body Green (www.mindbodygreen.com):

– 1/2 xícara de aveia (em farinha ou flocos finos)

– 1/2 xícara de queijo cotage

– 4 claras de ovo

Bata no liquidificador ou mixer até ficar com consistência parecida com um milk shake. Então, despeje numa frigideira anti-aderente quente. Deixe em fogo baixo. Quando começarem a aparecer bolinhas por cima, é hora de virar. Deixe dourar do outro lado e… voilá! Você pode misturar 1 colher de sopa de extrato de baunilha puro à massa se quiser, eu não fiz isso. Por cima, é só escolher o recheio: geléia (preferência sem açúcar), manteiga de amendoim, queijo branco, peito de peru… o que quiser! Dá até para ser banana com canela! Hummm…… Prático, gostoso e super nutritivo. Comer proteínas  de manhã ajuda a ter menos fome durante o dia – e mais músculos!

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Essa é minha panqueca…

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Com manteiga de amendoim (essa SÓ contém amendoim torrado e moído, sem açúcar e nenhum outro ingrediente indesejável)

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E a geléia sem açúcar que eu costumo comprar, 100% fruta.

Fontes: Scienific American Brasil – n 137 – outubro de 2013/ Site Mind Body Green

Segunda-feira é dia de escrever sobre Kabbalah e hoje é a ver do segundo código: o Poder do Serviço. Durante toda a semana, proponho que a gente reflita um pouco sobre esse código e sua aplicação e utilidade nas nossas vidas.

A palavra escolhida para iniciar esse código foi “PODER” de propósito, pois servir nos dá poder. Não há melhor maneira de sair do próprio sofrimento do que fazer algo por alguém. Esse serviço deve vir do coração, do desejo mais genuíno de poder mudar o dia ou a vida de alguém. Pode ser simplesmente através de um sorriso, um olhar, uma palavra, um toque… Não há nada mais poderoso do que o serviço.

Às vezes, nosso ego nos prende fortemente nos laços dos nossos próprios problemas e sofrimentos, a ponto de esquecermos de olhar “a grande figura” e vermos que tem outras pessoas sofrendo mais que nós e precisando de amor. Vou contar uma história que ouvi uma vez e me marcou bastante… Uma pessoa ligou para um serviço de apoio porque queria se matar. Estava num sofrimento muito grande, uma tristeza profunda e não via mais sentido para a vida. O atendente perguntou se havia algo que essa pessoa pudesse fazer por alguém. A pessoa pensou um pouco e lembrou-se da vizinha velhinha, que sempre tinha muitas folhas sujando a frente da casa, além do jornal que às vezes se acumulava. Então, a atendente disse: “Vá até a sua vizinha e varra a sua frente; recolha o jornal. Vou esperar por você na linha”. Ao voltar, a pessoa estava se sentindo bem melhor, pois percebeu que tinha o PODER de mudar a vida de outras pessoas e, mesmo sendo isso uma coisa tão simples, mudar sua própria vida e dar sentido a ela. Ao acordar, uma das pessoas que me inspira muito (já falei dela aqui), a Gabby Bernstein, sugere que nos perguntemos, ou melhor, perguntemos a Deus ou ao Universo (como preferirem): “Como eu posso servir hoje? Onde eu devo ir, o que devo dizer e para quem?”. E o Padre Paulo sugere que toda vez que fizermos alguma coisa que não estamos com vontade, seja para servir alguém ou mesmo por ser alguma obrigação, podemos oferecer a Deus ou a uma causa, ou a alguém que estiver precisando, e isso muda totalmente o sentido do que estamos fazendo.

Dizendo isso, quero aproveitar para propor que a gente tente julgar menos os outros quando estão tristes e desanimados, às vezes até de mau humor. Nunca sabemos o que se passa na vida das pessoas e, quanto mais observo, mais vejo como as pessoas tem problemas. Volto um pouco ao primeiro código para lembrar de sermos gratos por tudo que temos de bom ou pelo menos pelo que não temos de ruim. Hoje não foi um dia especialmente bom para mim. Não importa o motivo: todos nós temos algum para, em algum momento, desanimar um pouco. Mas aí lembrei que era dia de escrever sobre Kabbalah e que o segundo código era o Poder do Serviço. E pensei que poderia ter alguém precisando dessas palavras. Deixo esse ser meu serviço de hoje. E deixo o espaço de comentários (e o meu coração) aberto para ouvir as reflexões de vocês: qual foi seu serviço essa semana?

Namastê!

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Hoje estou inaugurando uma nova sessão no blog, a de entrevistas!!! Toda sexta-feira pretendo postar uma com alguém que inspire os outros a serem melhores, a amarem mais a vida, a se cuidarem e cuidarem dos outros, a serem felizes!!! Pode ser que a pessoa tenha passado por um câncer ou uma situação desafiadora na vida, ou não… Espero que vocês gostem!

Para inaugurar essa sessão, justamente no Outubro Rosa, escolhi alguém que me inspirou muito quando descobri o meu linfoma. As pessoas começaram a me falar que escrever fazia bem e algumas pessoas me disseram para ver o blog da Dolores, o Paz, Amor e Quimioterapias (www.pazamorequimioterapias.blogspot.com.br) – ela descobriu um câncer de mama aos 23 anos. Que grata surpresa! Não sei se vocês se lembram, mas logo no começo eu disse que não gostava de ficar vendo coisas “deprê” e por isso nem ficava entrando muito em blogs e afins, já que inevitavelmente muitas pessoas contam tudo de ruim que está acontecendo. O blog é alegre, colorido, cheio de vida. Tudo que eu precisava!

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Essa é a Dolores com o seu livro, Paz, Amor & Quimioterapias

Vou deixar que ela mesma conte essa história para vocês…

Conta para a gente quem era a Dolores antes do câncer e como foi a descoberta.
Quando descobri eu tinha 23 anos! Eu tinha acabado de voltar de um intercâmbio nos EUA. Fazia faculdade de Direito na época, ia para a academia, saia com as amigas, enfim, levava uma vida normal! Um dia, no banho, senti um carocinho no meu seio direito, e a partir desse dia, tudo mudou. Fiz vários exames, até diagnosticar um câncer de mama. A partir daí, em dezembro de 2006, já comecei meu tratamento. Fiz oito sessões de quimio, e depois, fiz a cirurgia de mastectomia. Nessa época, eu conheci meu namorado, logo no início do meu diagnóstico. Hoje, ele é meu marido, nos casamos em dezembro de 2007 e temos um filho, Miguel, que nasceu exatamente 1 ano depois, da mesma data da minha última quimioterapia!

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Como você e sua família enfrentaram esse período? 
Sempre tive muito apoio, e muito carinho da minha família, do meu marido, dos meus amigos. Nunca me deixaram abalar. Nesse período eu saía bastante, ia viajar, ia para festas. Levava minha vida normalmente! Meu marido não me deixava em casa um dia sequer, na época ainda éramos namorados. Meus pais, mesmo que assustados com a situação, nunca me demonstraram medo e incerteza, sempre acreditamos muito, que ia dar tudo certo!

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Dá para acreditar que ela estava de peruca nessa foto? Você precisa contar para todo mundo como era essa sua peruca deusa!


Quais foram os pilares da sua cura, na sua opinião? 
Minha cura, com certeza, veio da minha fé, das orações das pessoas ao meu redor, e de todo o carinho que eu recebi. Eu nunca achei que fosse morrer por causa da doença. Receber uma notícia de um câncer, não é nada fácil. Mas ao mesmo tempo, percebemos em nós mesmos uma força que não sabíamos que existia, e tudo passa a ser mais fácil de se enfrentar, quando temos essa fé, essa força, e essa vontade de viver, de acreditar que somos mais fortes, e que nossa vida não pode ser vencida pela doença. Eu só queria, na época, ficar saudável de novo… ver meu cabelo crescer, cílios, sobrancelhas… Me lembro demais, da sensação incrível de voltar tudo ao normal. E hoje, já se passaram 7 anos. Outra coisa que me ajudou demais, foi sempre confiar na equipe médica que me acompanhou. Eles fizeram o melhor por mim, e ainda fazem. Essa confiança é fundamental!
 
Leio muito por aí “o que não se deve dizer para um paciente com câncer”. Concordo com algumas coisas e discordo de outras. No seu caso, o que você acha que não se deve dizer (se é que você acha que não se deve dizer algo) e o que você acha que deve ser dito/ feito?
Durante meu tratamento eu tentava evitar ao máximo pesquisar na internet sobre o que eu tinha. Cada caso é um caso, cada tumor tem um tipo, e para cada pessoa é diferente. Às vezes eu lia histórias que me deixavam muito tristes, e ficava me perguntando porque aquilo estava acontecendo comigo, então eu procurava evitar de ler essas histórias, para me sentir melhor, e seguir meu tratamento, de acordo com o que meus médicos me indicaram. Acho que as pessoas falam demais o que escutam de outros pacientes, sem saber realmente o que aconteceu, e isso pode deixar a pessoa que está passando por um tratamento insegura. 
 
Qual foi o impacto da queda do cabelo para você, como você lidou com isso no antes, durante e depois? Aproveita e fala um pouquinho sobre autoestima em geral também!
Ficar sem o cabelo para mim foi a pior parte de todo tratamento. Eu sofri no começo, quando ele começou a cair. Depois, eu queria raspa-lo logo, de tanto que caía. Então, usei perucas, apliques, lenços. E os dias vão passando, até o tratamento ir chegando ao fim, e ele começa a crescer de novo. E aí vem aquela força, lá de dentro… e você percebe que foi forte mais uma vez, que passou por esse período, que achou que fosse ser tão difícil, mas que nossa fé nos ajuda a passar por um dia de cada vez, e ir enfrentando tudo aos poucos. Ficar sem o seio para mim, também foi do mesmo jeito. No começo, vem aquela tristeza, insegurança. Depois, eu queria ir logo para aquele centro cirúrgico, e ficar livre de tudo, logo de uma vez. Fiz a reconstrução, e sou feliz demais com os resultados. Um ano depois da mastectomia, fiz também no outro seio por prevenção. Isso foi uma decisão minha, de ficar livre da doença, juntamente com meus médicos e minha família. A gente passa a dar muito mais valor à vida, ao meu filho, que tinha acabado de nascer. É claro que sempre queremos estar bonitas, arrumadas, corpo bonito, mas isso nunca me atrapalhou, nunca me senti menos que nenhuma mulher, e sou muito satisfeita, com todas as minhas decisões, e com todos os resultados que tive! Hoje faço academia normalmente, me cuido como qualquer mulher, como se nada tivesse acontecido!
 
O que você tirou de positivo dessa época para a sua vida? Muita gente me pergunta o que mudou na minha vida e se eu mudei. Ainda não sei responder muito bem. No seu caso, o que você acha? 
Posso dizer que tive uma vida antes, e uma vida após o câncer. Era uma menina, hoje sou mãe, mulher, casada. Tudo isso aconteceu em 1 ano, entre doença, tratamento e casamento. Passamos a dar muito mais valor a vida, as pessoas que estão ao nosso redor, valorizamos pequenos momentos da vida, que só quando estamos perto de perde-la, que aprendemos a valorizar. Acho que essa doença veio para transformar a minha vida. Foi um furacão, uma prova, onde tudo depois voltou ao normal, e eu passei a ser uma pessoa melhor.

E a ideia do livro? Quando surgiu, como se realizou? Fala um pouco sobre ele.
Comecei a escrever o livro quando ainda estava em tratamento. Quis relatar tudo o que eu sentia, os momentos, tudo o que eu vivi naquela fase. Juntei depoimentos de pessoas que conviveram comigo, médicos, minha cabelereira. E devagarzinho o livro foi tomando forma, até se transformar no Paz, Amor & Quimioterapias, que resume exatamente, tudo o que eu vivi durante a doença.
 
Para terminar, conta um pouco do seu trabalho hoje e se você se engajou na causa do câncer e como.
Hoje, estou me formando em Nutrição, tenho um restaurante de Refeições Saudáveis – Villa Nutri – em Londrina, PR, onde procuro levar qualidade de vida e saúde, nas refeições que servimos aos nossos clientes. Até hoje, mulheres me procuram para me conhecer, conversar comigo, e eu gosto muito de contar minha história, e de poder ajudar de alguma forma. Não tenho vergonha, e nem medo nenhum, de falar que eu venci essa fase da minha vida, graças a Deus, e que busco, todos os dias, ser uma pessoa melhor! Hoje minha vida já voltou ao normal, correria, trabalho dobrado… Mas o que procuro nunca esquecer, é a essência de tudo, o verdadeiro valor da nossa vida, que é o que é mais importante para nós. Adoro essa frase: ” O essencial é invisível aos olhos”, de Saint- Exupéry, que resume exatamente tudo isso!

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E pra você, Helô, um recadinho… Você é um exemplo lindo de força, coragem e fé. Fico muito feliz, quando leio suas histórias, te acompanhei desde quando vc descobriu a doença. E hoje vc tb é uma vencedora, que transmite para todos os seus leitores, além da sua beleza exterior, sua beleza interior, transmite luz e vida! Não sei porque tivemos que passar por tudo isso, talvez sejamos escolhidas para transmitir todas essas histórias às pessoas que precisam. Fico muito feliz em participar do seu blog! Que vc tenha muito sucesso, e seja sempre essa pessoa linda, feliz, e tenha muita muita saúde! Vamos contar para nossos netinhos, tudo isso um dia! Beijos…. e fique com Deus!
 

Querida, muito obrigada por compartilhar sua linda história de vida conosco! Não é uma linda história? Fico até emocionada em ler tudo isso de novo. A Dô engravidou logo depois do fim do tratamento, sem querer. Mas o sem querer virou querendo muito esse anjinho Miguel que vocês vêem nas fotos, deu tudo certo com a gravidez e com o bebê, graças a Deus! Apesar de os médicos aconselharem a não engravidar logo após um tratamento desses… O amor transforma e cria lindos milagres. Inspirador!!!

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