TPE: tensão pré exames

20 de setembro

Tensão pré exames! Quem já passou por isso sabe: toda vez que precisamos fazer exames de controle é um estresse só. Não só do paciente em questão, mas de todos em volta. Às vezes nem tomamos consciência, quando percebemos já estamos respondendo “torto” para alguém ou chorando em comercial de margarina. É uma espécie de tensão coletiva que toma conta do ambiente, como se fosse uma nuvenzinha. A energia vai pesando, pesando… até que nos damos conta do motivo: os exames de controle estão chegando!

É importante perceber que não é só por medo de encontrar alguma coisa ruim, não. É também medo dos próprios exames (minha veia é super difícil e sempre estoura, quando pouco uma vez), de todos os deslocamentos até o laboratório/ hospital, sendo isso estressante por si só – só  por lembrar de tudo que foi vivido ali. É estressante lembrar o motivo desses exames, é como se passasse um filme na nossa cabeça com todos aqueles momentos difíceis que vivemos. Confesso: o meu momento “Óh Deus, porque eu?” acontece na época dos exames. Descobrir que está doente e fazer o tratamento é uma coisa; ter que ser  lembrada de tudo isso a cada três meses é outra bem diferente.

Quando terminamos um tratamento, esperamos nos ver livres de tudo aquilo. Esperamos seguir adiante com as nossas vidas, com o nosso casamento, nosso trabalho, nossos planos. E a cada exame, é como se fôssemos lembrados de como somos vulneráveis, mortais e não temos o controle de nada. Aliás, cheguei num ponto crucial: o tal do controle que pensamos ter sobre as nossas vidas. Quando estamos doentes, abrimos mão disso e nos entregamos totalmente (ou quase) nas mãos de Deus e dos médicos. Após o fim do tratamento, voltamos a ter a ilusão de que temos algum controle nas nossas vidas: tendo uma alimentação balanceada, praticando exercícios, yoga etc, tentamos nos passar uma sensação de segurança, como se fosse uma relação causa e efeito – “cuide-se e afaste as doenças!” Na época dos exames, somos lembrados de como isso é pura ilusão. E isso é um pouco desesperador. De novo: isso tudo pode se passar de maneira extremamente insconsciente lá no fundinho dos nossos corações. Só estou colocando em palavras. Como diz Dr. Levry: tudo que conhecemos e entendemos se torna mais fácil de viver ou ultrapassar. Para mim o blog sempre foi muito importante por isso… Quando começo a escrever sobre determinado assunto, é como se fosse clareando para mim mesma o que sinto e penso a respeito daquilo e o que posso ou não fazer a respeito.

Nesse caso, ter fé, respirar fundo, meditar, rezar, mudar o foco… são ferramentas úteis mas, lamento dizer, não totalmente eficientes. Traumas emocionais e psicológicos ficam de certa forma gravados na nossa alma e só vão se apagando com o tempo e com a substituição dessas memórias por outras melhores. Portanto, o único remédio que funciona, para mim, é PACIÊNCIA. Paciência comigo mesma, entendendo que é normal se sentir assim, que eu tenho esse direito e com o tempo vai passar. Paciência com os meus erros e medos, com o meu processo de evolução nessa jornada da vida, compreendendo que mesmo quando tudo parece de ponta cabeça, tudo vem de Deus e tudo é bom. E só o tempo para mostrar o por quê. Desejo boa sorte na caminhada de todos os que me acompanham. Não é fácil, mas somos UM!

Acabei de pegar também os resultados da tomografia: limpinho. Está tudo em ordem. Todos à minha volta já vão dormir mais aliviados essa noite e nossas vidas vão voltar ao normal… pelo menos pelos próximos 3 meses!

Namastê!

 Aqui as fotos de alguns exames de ultimamente… 

A comida que importa

18 de setembro

Gente, precisava falar sobre uma coisa super importante que a vida me “trouxe de volta”. Vocês sabem que eu sempre falo sobre os alimentos funcionais, sobre a importância de escolher bem os alimentos, sobre preferir os integrais, comer frutas, verduras, legumes… e ouvir seu organismo.

Esse final de semana, não sei bem ainda se peguei uma virose ou se tive uma intoxicação alimentar. A verdade é que passei algumas noites no banheiro! Emagreci quase 3 kgs, fiquei fraquinha, fraquinha… Na mesma semana, levei um tombo tentando andar de patins e agora peguei gripe, mesmo tendo tomado a vacina há alguns meses. Várias coisas acontecendo juntas! Além dos exames de controle que, mesmo sabendo que está tudo certo, ainda me estressam bastante. E, com tudo isso, acabei lembrando de como são os enjôos da quimio. Aliás, meus enjôos naquela época não eram tão fortes. Não é “romântico” falar sobre isso, mas só cheguei a vomitar uma vez! Os enjôos só me deixavam meio mareada, sem vontade de comer.

Bom, o fato é que sempre me perguntam o que fazer com esses enjôos e eu nunca fui tão enfática como vou ser agora. Na semana anterior a acontecer tudo isso, eu estava exemplar na minha alimentação: tudo integral, suco verde, muitas verduras e legumes, proteínas “boas”… E agora, não aguento nem olhar para tudo isso. E a verdade é que entendi o que o meu médico dizia: não importa de onde vem as calorias nesse período, o importante é que elas venham de algum lugar. Também lembrei do meu post sobre “a comida naam”, dizendo que não podemos julgar e que todo alimento é bom se feito e recebido com amor. Além de ser super importante beber bastante água, chás, água de côco e até soro se necessário (eu tomei o fim de semana inteiro), é importante fazer uma varredura mental e encontrar coisas que “caiam”. Porque, quanto mais ficarmos sem comer, mais fracos e sem energia nos sentiremos. E, nessas ocasiões, parece que o enjôo até piora.

Para ficar mais claro, vou dar um exemplo de como foi a minha alimentação nesses dias (juntando tudo em refeicões):

– Cafés da manhã: pãozinho com queijo branco quente, (ou) bolo simples, (ou) pão com geléia, banana e chá.

– Almoço: massa normal com molho de tomate, (ou) arroz integral com purê de batata e frango grelhado.

– Jantar: massa normal com molho de tomate, (ou) sopa de legumes, (ou) purê de batata puro com um polenguinho.

– Bebidas: suco de uva, suco de melancia, gatorade, soro…

– “Petiscos”: iogurte com banana, palitos de cenoura e de pepino.

Ou seja, normalmente eu preferiria mais alimentos integrais, mais proteínas, mais variedade e mais lanches entre as refeições. Mas, nesse momento, é importante me alimentar sem julgamentos, lembrando que meu corpo precisa ficar em pé de alguma forma. Até que, nesse caso, minha alimentação acabou sendo leve de qualquer maneira, sendo o principal erro a falta de proteínas e excesso de carboidratos, além do período maior entre refeicões. É o enjôo muitas vezes faz você simplesmente não ter vontade de comer coisas mais pesadas e gordurosas. Já durante a quimio, eu comi muito sorvete com brigadeiro e até peixe frito. Então, minha dica para as pessoas que estão passando por isso é essa: coma! Não importa tanto o que, mas sim dar energia ao seu corpo de alguma forma. Coma com respeito e amor ao seu organismo. Acredito que o corpo, nesse período, vai captar tudo que precisar dos alimentos de maneira mais eficiente. Abençoe sua comida e namastê!

Meu exército da saúde

13 de setembro

Por trás da minha busca constante por uma vida saudável existe o consumo de alguns suplementos e vitaminas provenientes dos alimentos funcionais, que atuam como remédios, prevenindo doenças, curando, desintoxicando…

Essa foto mostra só um pouco do meu “exército”. Começando da esquerda para a direita, temos: amêndoas (sem sal), CLA, Oenobiol, sementes de chia, quinua, óleo de borragem, extrato de cranberry, extrato de semente de toranja (grapefruit), Neutrofer, Targifor C, aveia e granola.

Aqui vai um pouquinho sobre cada um deles, menos a aveia, que já foi tratada como rainha em outro post (http://heloisaorsolini.com/?p=1563).

– Amêndoas: ajudam a manter o coração saudável e reduzir inflamações, contém antioxidantes, ferro, potássio,cálcio, reduz o colesterol ruim, melhora a circulação, regula a pressão arterial, fortalece ossos, dá saciedade e pode auxiliar na perda de peso (se consumida com moderação, pois sacia), auxilia na prevenção de alguns tipos de câncer, faz bem para a pele e dá energia. Como pura nos lanches, junto com alguma fruta, no mingau…

– CLA: ácido linoléico conjugado, ajuda a usar a gordura como fonte de energia (ao invés dos músculos) e atua na prevenção de alguns tipos de câncer. Tomo duas cápsulas junto com o café da manhã.

– Oenobiol: vitamina para unhas e cabelos mais fortes 😉 Estava tomando um que é para reduzir o inchaço das pernas, mas acabou e não tem no Brasil ainda… Tomo uma cápsula de Oenobiol no café da manhã.

– Chia: rica em ômega-3 e fibras, magnésio, cálcio, ferro, zinco, vitamina A, B1, B2 e B3, ajuda a emagrecer por aumentar a saciedade e auxiliar no funcionamento do intestino, ajuda a prevenir diabetes e doenças cardiovasculares, a regular o colesterol, ajuda a desintoxicar o organismo e, por consequência, reduzir celulite e melhorar a pele, além de aumentar a imunidade.

– Quinua: cereal rico em proteínas, carboidrato de baixo índice glicêmico, sendo absorvido mais lentamente pelo organismo e evitando a produção em excesso de insulina, o hormônio responsável pelo estoque de gordurinhas. A quinua tem uma combinação de aminoácidos (componentes da proteína) semelhante à do arroz e feijão juntos, sendo que cada grão contém 20 aminoácidos diferentes, entre eles alguns que são quase uma exclusividade dos alimentos de origem animal. A vantagem é ser livre da gordura saturada das carnes, que, em excesso, prejudica o coração. Ao contrário: tem ômega 3, gordura que limpa as artérias. Além disso, tem fibras e vitaminas (C, E e especialmente as do complexo B), o que faz com que seja considerado pela Food and Agriculture Organization (FAO) o melhor e mais completo alimento de origem vegetal!! 🙂

– Óleo de borragem: receitado pela minha ginecologista para amenizar as alterações de humor decorrentes das alterações hormonais que ficaram da quimio, mas também indicado para qualquer “simples” TPM.

– Extrato de Cranberry: para evitar infecção urinária. Não tomo sempre, mas vem sendo necessário…

– Extrato de semente de Grapefruit: antibiótico natural, tomei no México para evitar qualquer intoxicação alimentar.

– Neutrofer: o ferro, para mim, é importante pelo fato de eu não comer carne vermelha há muitos anos e já ter tido um pouco de anemia ferropriva uns anos atrás. Manter o estoque de ferro é super importante para a disposição física e imunidade do organismo! É o ferro que carrega o oxigênio para as células, para manter o organismo funcionando em harmonia!

– Targifor C: vitamina C também é mega importante para manter a imunidade nas alturas. O que pouca gente sabe é que um estoque baixo de vitamina C está associado a níveis altos de cortisol, o hormônio do estresse. Junta, essa combinação pode ser uma bomba atômica para o nosso corpo, detonando a imunidade. O targifor C contém aspartato de arginina, que dá pique, energia para o dia a dia. Melhor que café!

Já falei sobre a aveia aqui e, sobre a granola, infelizmente ando comprando e consumindo pouco porque a maioria esmagadora das opções no mercado tem excesso de açúcar ou adoçante. Aliás, a indústria alimentícia se aproveita da “moda” do consumo saudável (que espero que não seja só moda mas sim conscientização permanente) para oferecer produtos cheios de porcaria mas, alegando que é bom para a sua saúde só porque tem algum ingrediente considerado funcional ou saudável. Cuidado gente! Tem muita enganação por aí! Já ensinei aqui, tem que ler os ingredientes e, se o açúcar vier entre os primeiros ingredientes, é porque é uma das coisas que mais tem no produto. É a mesma coisa que comer torresmo frito com arroz integral e achar que está arrasando… Pode ser melhor do que comer com arroz branco, mas… bom mesmo não é, certo? Uma das poucas granolas saudáveis mesmo que encontrei ultimamente foi essa na foto abaixo, do My Yoga. É assada, cada ingrediente pelo tempo certo e na temperatura certa, além de não ter açúcar e só ter ingredientes verdadeiramente saudáveis. E, aproveitando que está na foto, Goji Berry é uma frutinha que vira e mexe sai em algum lugar agora porque é excelente também e foi “descoberta” há pouco tempo pelas bandas de cá (é originária do sul da Ásia). Riquíssima em antioxidantes, vitaminas (uma xícara chega a ter 50 vezes mais vitamina C que uma laranja!), betacaroteno, tem propriedades anti-cancerígenas e anti-envelhecimento (auxilia na produção de proteínas- importnate para manter a pele firme!), protege a visão, ajuda a reduzir o colesterol ruim (LDL), tem poderes anti-inflamatórios e ajuda a prevenir problemas cardíacos.

O problema é que, infelizmente, tudo isso é sim bem mais caro que as comidas “normais” 🙁 , além de mais difícil de encontrar. Para obter os benefícios dessas maravilhas, é importante consumir quantidades moderadas regularmente, o que significa mudar os hábitos alimentares. Para mim, é uma busca constante! Como diz a musa fit Carol Buffara, #sigoembusca!

Só uma observação importante: não sou nutricionista nem médica e não estou sugerindo que ninguém comece a tomar esses suplementos que eu citei por livre e espontânea vontande, ok? Procurem orientação! E boa sorte!

Exames

6 de setembro

Queridos todos! 🙂 Queria compartilhar que ontem fiz alguns exames de sangue e os resultados foram FANTÁSTICOS! Ainda não fiz a tomografia, mas acho que fiz todo o resto. Todos os marcadores de infecções, inflamações e CA estão perfeitamente dentro dos limites 🙂 Uma curiosidade: meu colesterol nunca esteve tão bom! Mesmo com boa alimentação e exercícios, ele sempre era acima do limite. Pela primeira vez na vida desde que me lembro, estou com o colesterol absolutamente dentro dos limites ótimos! Estou me sentindo muito feliz e abençoada, cada dia mais sinto que tudo que passei ficou para trás definitivamente e que estou pronta para começar uma vida nova, vivendo como é meu destino.

Durante todo o tratamento pensava no que estava vivendo como um período de renascimento. Hoje, olhando para trás, acredito nisso com ainda mais força. Vejo que as mudanças pelas quais precisava passar não vieram só durante o tratamento e assim que ele terminou, no dia 17 de maio, dia que considero meu segundo aniversário. As mudanças continuam acontecendo. Continuo tomando decisões e fazendo escolhas, dia após dia, incentivada pela minha história de vida. Um dia depois do outro, percebo como tudo que eu passei foi fazendo de mim, aos poucos, uma pessoa que busca a renovação diária.

Preciso reconhecer que nesse caminho teve muita confusão, tanto mental como física e emocional. Não foi tão romântico como pode parecer e continua não sendo, porque minha vida é a vida de uma pessoa como outra qualquer, com dúvidas, medos, angústias, preocupações bobas… Mas cada experiência serviu de base para que eu vá me construindo, tijolinho por tijolinho rumo à pessoa que eu quero ser.

Depois de ter voltado a praticar Naam Yoga com seriedade, ter feito o retiro no México, sessões de Harmonyum e Cabala e estar praticando uma hora e meia de meditação todos os dias, no último mês parece que muitas coisas estão finalmente se encaixando. Posso perceber meus sentimentos com mais clareza e também meus propósitos de vida. Além disso, me sinto mais segura de que estou fazendo a minha parte para preservar a minha saúde física, mental e espiritual e que estou tendo a ajuda de Deus para isso. O simples fato do meu colesterol estar mais baixo, por exemplo, me leva a acreditar ainda mais na força da meditação e da yoga. Elas ajudam a mandar o estresse embora e fazer meu corpo trabalhar em harmonia. Também, tudo isso me faz dar ainda mais valor ao texto anterior a esse, sobre alimentação, gratidão e amor (http://heloisaorsolini.com/?p=1702). Acredito que o “simples” fato de estar conseguindo ser uma pessoa menos estressada e crítica comigo mesma está realmente trazendo resultados incríveis. E, melhor, parece que sou guiada dia após dia a todas as respostas que busco, seja por um texto que encontro na internet, um programa de TV, um artigo em uma revista, uma conversa com uma amiga… as respostas vem vindo aos poucos.

Enfim, todo esse texto “só” para compartilhar minha alegria e gratidão pelos meus exames maravilhosos e pelo meu caminho, minha jornada de fé, amor e luz! Desejo do fundo do coração que as pessoas possam olhar para os seus desafios na vida e se perguntar o que podem aprender com eles. A partir do seu desejo em conhecer as respostas, elas virão. Não no momento em que você determinar, mas quando tiver que ser. Entregue, desapegue dos resultados e confie. Afinal, “quando você quer o que você quer como você quer e quando você quer, nunca tem o que precisa como precisa e quando precisa…” (Dr. Levry).

Namastê! Sat Nam!

Naam e a comida

3 de setembro

A aula que tivemos no treinamento de Naam Yoga sobre alimentação foi maravilhosa e pode mudar totalmente a maneira como as pessoas se relacionam com a comida. Tudo começou com a Lemia, a professora mais amada e querida do mundo, dizendo que, em primeiro lugar, não devemos julgar ninguém (nem você mesmo) pelas suas escolhas, pois cada um tem o seu tempo, o seu caminho e a sua história. Só isso já pode derrubar muitos mitos, acusações (sejam elas internas ou externas) e nos faz pensar bastante. Ela contou a sua história, sobre como saía da aula de yoga alguns anos atrás direto para o Mc Donald´s. E se emocionou… aquele era simplesmente o caminho dela e o tempo dela. Simples assim.

A comida tem a ver com o plano físico e o estômago não é só como a assimilamos, mas ele representa como assimilamos tudo na vida, ele e os outros órgãos do sistema digestivo. Quanto mais pesada a comida que ingerimos, mais nos mantemos nos nossos chakras inferiores, que se relacionam com o nosso lado mais animal, instintivo, reativo. A prática de yoga justamente busca fazer com que a gente tenha mais consciência de tudo nas nossas vidas para que possamos agir ao invés de reagir e, assim, deixarmos de ser dominados pela “animalidade” que existe em nós. Do mesmo modo, quanto mais leve nossa alimentação, mais nos mantemos nos chakras mais elevados (o que pode ser bom), mas também no nível mental. Podemos ficar muito aéreos e pensativos. Como naamies (praticantes de Naam), acreditamos que estamos no mundo para viver nossa vida aqui e que temos que estar “aterrados”, não podemos ficar só perdidos no plano das ideias e do espírito, por mais nobre que isso possa parecer. Assim, temos que manter o equilíbrio!

A seguir, veio uma breve explicação de que os alimentos mais nutritivos para o corpo e para a alma são aqueles mais ricos em prana, ou seja, a energia vital, a energia do Sol. São eles: frutas, verduras, legumes, algas e grãos no seu estado mais natural (sem processamento). Depois, vem os peixes, aves e carne vermelha, nessa ordem, sendo a carne vermelha a “menos boa”.

Não alongando muito, a Lemia começou a explicar uma outra coisa mais importante: a relação que a gratidão e o amor têm com tudo isso.  A alimentação é parte do nosso processo de amadurecimento físico e espiritual. Devemos começar a olhar para aquilo que ingerimos como se fossem remédios de corpo e alma. Quando estamos presos demais ao desejo por qualquer coisa e, nesse caso, por comida, estamos com nossos chakras inferiores comandando. De novo, o ideal é o equilíbrio. Também, quando estamos muito rígidos com a nossa alimentação, estamos nos “torturando” e deixando de exercitar uma das maiores qualidades que queremos cultivar: a flexibilidade. Estamos gerando estresse a cada vez que recusamos programas sociais para evitar comidas “erradas”, por exemplo. Esse estresse pode ser pior do que o alimento “errado”, por exemplo. Estamos deixando de exercitar a gratidão pelo que temos naquele momento e o amor por quem está nos oferecendo e por nós mesmos, assim quando nos “punimos” por ter comido “errado”. O amor também tem a ver com como aquele alimento foi parar na sua mesa: ele foi cultivado, preparado e servido com amor? Às vezes, comer uma carne de um animal que foi criado e preparado com todo o amor pode ser melhor do que comer uma fruta processada que ficou meses na prateleira do supermercado, porque está inundada com toda a energia mágica que o amor tem. Durante o meu tratamento, muitas vezes comi coisas que podem não ser as mais nutritivas, mas que tinham sido feitas com tanto amor para mim que com certeza nutriram meu corpo e meu espírito! Por isso, os naamies (e me incluo nesse grupo, mesmo tendo sido alvo de algumas gozações – não me importo) abençoam a comida antes de comer. Esfregamos as palmas das mãos e colocamos sobre o alimento, agradecendo a Deus por todo o processo que o levou à nossa mesa e pedindo para que ele seja nosso remédio, nutrindo nosso corpo, nossas células, nossa alma… Quando esfregamos as mãos, criamos energia (lembram da “bolinha de energia” de quando éramos crianças?) e, embuídos do sentimento de amor e gratidão, passamos isso para aquilo que, em segundos, estará dentro de nós. Bonito, não? Quando olhamos sob essa perspectiva, nossa relação com o que comemos muda e nos liberamos de tantas culpas que nos cercam hoje em dia. Chegamos ao nosso “peso pessoal”, não forçando nosso precioso corpo aos extremos.

Aqui vão algumas dicas:

– Não coma quando está triste: você coloca esse sentimento e essa energia na comida e coloca ela para dentro de você. É como um ciclo vicioso!

– Não coma de uma pessoa doente, ou seja, quem está doente não deve cozinhar.

– Não coma muito!

– Não coma de alguém que não te ame (idas aos restaurantes ficam um pouco mais complicadas rsrsrsr, mas lembrem da gratidão, amor e flexibilidade!)

– Não converse sobre coisas negativas enquanto come – e evite pensar nelas também!

– Mastigue bastante.

– Beba água quente antes de cada refeição e ao acordar (ajuda na digestão, desintoxica o organismo). Melhor ainda se for com gotas de limão.

– Ande um pouco depois de comer.

– Ouça mantras enquanto cozinha, entoe mantras ou simplesmente pense neles. Se for demais para você, ouça músicas e/ou cante músicas que te façam sentir feliz!

– Dê preferência a alimentos que contenham propriedades nutritivas. Vamos lá, vocês sabem quais são! Sorvete tem propriedades nutritivas? Hambúrguer com batata frita, pão branco, katchup e refrigerante? Eu acho que não rsrsrsr…

O processo de se alimentar de uma maneira que te faça bem e feliz leva tempo, como eu sempre digo. Cada um tem o seu tempo. Se eu fosse escolher algumas palavras para ficarem gravadas dessa aula, elas seriam: amor, gratidão, evolução e não-julgamento. Com certeza, só elas já são suficientes para muita gente mudar a relação que tem com a comida.

Adoraria ouvir (ler nos comentários) a experiência de vocês com a comida. E perguntas também são bem vindas para próximos posts! Imagino que vão surgir algumas 😉

Namastê! Sat Nam!