A exposição

30 de dezembro

Oi gente! No último post falei bastante sobre essa fase de recolhimento que é o puerpério e questionei o quanto quero, posso, estou disposta a expor a minha vida e a da minha família nas redes sociais. Quero aproveitar para falar um pouquinho mais sobre isso.. Eu acredito firmemente – e defendo muito isso – que cada um tem o poder de saber o que é melhor para si. Cada pessoa tem uma personalidade e um conjunto de crenças e valores que a levou a escolher seu marido/ esposa, sua profissão, a maneira de criar seus filhos e viver a sua vida. Por isso, sou muito contra palpites aleatórios impositivos, ou seja, aqueles: “você devia fazer assim ou assado”, “você tem que fazer isso!”, “fazer assim é muito melhor”. Melhor para quem? De novo, cada um tem que saber o que é melhor para si – e não o que é melhor para os outros, certo? Acho que sim, podemos expressar nossas opiniões, contar quais foram as nossas escolhas e como elas funcionaram ou não para nós, com respeito, sem intromissão. Ou seja, não temos o direito de achar, julgar e dizer que porque funcionaram para nós vão funcionar para outras pessoas. Antes de dizer isso, teríamos que conhecer em profundidade a outra pessoa e todos os fatores que fazem parte da sua vida, e geralmente não conhecemos, não é? Pois é, é justamente isso que acontece hoje com as redes sociais. Expomos nossas vidas e as pessoas se sentem no direito de impor suas opiniões de forma desrespeitosa, achando que a internet dá esse direito… Eu tenho alguns limites com relação a essa situação toda e por isso muitas vezes prefiro não expor tanto. Mas aqui faço novamente a ressalva: somos todos diferentes. Algumas pessoas optam por se expor e estão dispostas aos comentários invasivos e desagradáveis que podem receber, sem se importarem tanto com isso – ótimo! Outras pessoas estão menos dispostas e optam por menos exposição. Ninguém está certo ou errado, simplesmente são diferentes. Não podemos deixar de viver nossas vidas ou de nos expressarmos por medo do que os outros vão dizer ou pensar, mas cada pessoa tem que saber os limites da sua exposição. Particularmente, eu opto por expor algumas coisas e não outras pensando no que eu ou outras pessoas envolvidas gostariam de ver exposto daqui a alguns anos. Agora, vou dar uma opinião que pode ser um pouco controversa: eu não quero que a minha filha cresça pensando que o computador ou o celular são mais importantes que ela. Pior, não quero que ela cresça pensando que é mais importante  para mim que eu a mostre para os outros do que eu vivê-la e estar 100% presente. Claro que eu tiro muitas fotos e filmo muitas coisas que ela faz, porque vou querer lembrar desses momentos maravilhosos no futuro. Claro que posto fotos e vídeos dela. Mas sempre tomo muito cuidado de não ficar o dia inteiro filmando, tirando fotos e postando tudo que ela faz, porque me parece que isso seria valorizar mais a lembrança de amanhã e aqueles que estão conectados nas redes que eu publico do que viver 100% o hoje com ela e para ela. Vou mudar um pouco o ângulo: eu odeio quando o Marcelo fica horas mexendo no celular. Não importa se ele diz que está lendo artigos, vendo coisas importantes… me sinto em segundo plano. Se falo alguma coisa, fico achando que ele só está esperando que eu acabe logo de falar o que estiver falando para ele poder voltar a ver o que estava vendo depressa. É como se ele não estivesse ali, apesar de estar. É a presença física pura e simples, o que não é a mesma coisa que PRESENÇA no sentido completo. Ele nunca pode mexer no celular? Claro que pode, eu também mexo. Mas é importante cuidar para que não passe essa impressão de que tudo que está dentro daquela caixinha é mais importante do que ESTAR JUNTO. Odeio quando estou falando com alguém e a pessoa fica mexendo no celular. E eu sei, eu também faço isso muitas vezes. Mas odeio assim mesmo kkk.. Sei que hoje em dia fazemos tudo pelo celular: trabalhamos, vemos e respondemos e-mails e mensagens importantes, fazemos compras, atendamos compromissos etc. Mas o fato é: quando estamos com outra pessoa e essa pessoa fica no celular, nos sentimos em segundo plano. Não quero que minha filha se sinta assim. A pessoa pode dizer: “Olha, estou fazendo tal coisa importante aqui, mas termino em tantos minutos e já fico com você”. Como os bebês ainda não entendem… melhor restringir o uso dos celulares na presença deles – na minha opinião. Lembro de uma vez que fui a um casting, quando ainda era modelo, e estava começando a era dos smartphones. Eu ainda não tinha um, demorei bastante para aderir. Levava revistas ou livros para os castings e gostava de encontrar outras modelos para conversar. Nesse dia, tinha outras 3 modelos no casting, todas mexendo no celular. Eu “boiei”. Não tinha levado nada para ler. Não tinha um smartphone. E não tinha a presença de nenhuma delas. Eu sou super contra a instauração desse padrão… e tomo cuidado para não fazer isso, para que a minha filha ou a minha família ou os meus amigos não sintam isso com relação a mim, ou seja, que eles estão “boiando”, “sobrando”. Por isso, inúmeras vezes encontro amigos, saio para jantar, faço alguma coisa legal e depois me vejo sem foto nenhuma para publicar, esqueço. E essa sou eu! Mas confesso que muitas vezes tirar uma foto nem que seja só para guardar de recordação ou mesmo publicar depois (depois, e não deixar todo mundo ali te esperando enquanto posta) seria legal e sinto falta. Simplesmente esqueço mesmo. Um pouco meu recolhimento vem da maternidade sim, mas outro pouco vem da minha criação (meus pais nunca gostaram muito de exposição, apesar do meu pai andar postando bastante coisa no facebook atualmente hahahah). A exposição e a necessidade de reclusão brigam um pouco dentro de mim ainda rsrsr… Estou no caminho para encontrar meu equilíbrio, um que seja produtivo mas que ao mesmo tempo respeite meus valores.

Beijos!!!

Helô

Bom dia pessoal! Faz tempo que eu não escrevo, né? Até me perguntaram esses dias se eu estava bem, porque nunca mais escrevi. Então resolvi escrever esse texto para tentar explicar um pouquinho o que acontece… Tanta coisa mudou na minha vida nesse último ano que não sei nem por onde começar. Ou melhor, vou começar pela maior e mais importante delas: virei mãe. Quando isso acontece, revisamos nossas prioridades, metas, valores e objetivos de vida. Uns 3 meses depois que a Mariana nasceu, montaram uma página falsa no facebook com diversas fotos minhas e dela. E aí eu pensei: não quero expor demais a minha filha. Qual será o limite? Em dúvida, fiquei mais recolhida. Esses dias ouvi uma expressão de uma amiga e adorei: estou na “babylândia”. Estou mergulhada na “terra dos bebês”, de corpo e alma. O natural seria eu escrever sobre isso mas… quanto posso/ devo/ estou disposta a me expor e expor minha família? Esse momento tão delicado do pós parto é um momento em que as mulheres ficam naturalmente mais recolhidas, voltadas para o bebê. Eu me permiti fazer exatamente isso nesse ano, ficar voltada para a Mariana. Ela vem em primeiro lugar. Quando ela tinha 2 meses e meio, voltei a trabalhar. Eu era sócia de uma empresa de consultoria em Recursos Humanos e trabalhava de casa. Uns 3 meses depois, saí dessa empresa, depois de uma grande decepção – e meu leite quase secou. Aproveitei para me voltar ainda mais para a minha bebê e curtir profundamente esse momento mãe – que inclui não somente cuidar da cria, mas fazer todo um balanço da minha própria vida, de quem eu sou e quero ser como mulher e mãe. Essa época delicadíssima chamada puerpério não dura só os 40 dias de “resguardo” não, sabiam? Pergunte a qualquer mãe e elas te dirão: esse período dura pelo menos um ano. E eu estou me permitindo vivê-lo. Esse período foi extremamente produtivo e algumas novidades profissionais estão chegando: estou abrindo uma nova empresa e terminei meu curso de Cabala Universal, podendo dar aulas e life coaching baseada nesses ensinamentos. A verdade é que senti muita necessidade de me recolher nesse período. Citei as mudanças profissionais porque são coisas importantes que acontecem e sobre as quais nem sempre posso falar aqui. Aconteceram coisas que me deixaram por um tempo meio perdida, decepcionada e, de novo, recolhida. A maternidade também traz transformações enormes, que deixam nossa vida de ponta-cabeça. Sabemos que tudo vai mudar depois que temos filhos, mas não temos consciência do tamanho dessa mudança. E não adianta avisarem, só saberemos quando tivermos os nossos e sentirmos na pele seus “efeitos colaterais”! É preciso que cada mulher sinta, volte-se para dentro de si e descubra do que ela precisa nesse momento tão especial, maravilhoso e difícil que é a maternidade. É preciso que ela se permita viver o que estiver vivendo e que tenha apoio das pessoas à sua volta, e é preciso que ela tenha o seu próprio  tempo para ir, aos poucos, refazendo seu próprio ritmo, que agora com certeza será diferente: ritmo profissional, ritmo de dona de casa, esposa, mulher e mãe. Ela precisará equilibrar tudo isso e a fórmula é extremamente pessoal, cada mulher vai ter a sua dependendo das suas crenças, sua personalidade, seu marido, suas escolhas pessoais e, não posso deixar de mencionar, da personalidade do seu bebê. Com certeza, isso determina muita coisa e é algo que vejo pouca gente mencionar. Enfim, só queria dizer que sim, estou bem! Estou me permitindo viver essa fase voltada para mim e para a minha família. Sinto que é uma fase e que aos poucos vou reabrindo algumas portas que tinha deixado fechadas, mas com certeza de um jeito diferente. Posso dizer: estava fechada para balanço! Agradeço a compreensão e o carinho de todos que me seguem.

Beijos mil!

Helô

É primavera…

23 de setembro

Muita gente me pergunta se eu mudei depois do câncer. Eu respondo que sim, mas demorei um pouco para perceber exatamente como. Se eu mudei depois do câncer, essa mudança foi aumentada exponencialmente quando virei mãe. Já falei um pouco sobre isso aqui, mas a principal mudança é que me sinto mais forte, mais madura, mais mulher e menos menina. Confesso que isso me leva a olhar para o meu layout do blog e estranhar bastante rsrs, não me reconheço mais nele. Gostaria de alguma coisa mais moderna e mais adulta para acompanhar a minha evolução. Não que tenha nada de errado com o que eu era nem com o layout, mas estou em outra fase e é legal visualmente ver tudo à nossa volta acompanhando essa mudança. Sabe quando dá vontade de mudar os móveis da casa de lugar, pintar o cabelo, mudar? Pois é, é mais ou menos disso que estou falando. Estou há um tempo pensando em mudanças nesse layout mas por enquanto vai ficar como está, porque ainda preciso amadurecer umas outras ideias e aguardar alguns acontecimentos. Eu confesso para vocês também que algumas vezes esse fato que parece besta me impede de ter vontade de escrever. É estranho, mas eu explico. Eu gosto de escrever coisas muito autênticas, que tenham muito a ver comigo, que reflitam a minha verdade. Não gosto de escrever nada só porque as pessoas vão gostar de ler, porque vai “vender” ou porque está na moda. Só consigo escrever quando tenho uma inspiração real e, a meu ver, “relevante”. E justamente por isso, por gostar que meus textos reflitam 100% a minha verdade, parece um pouco de “fraude” o próprio layout do blog estar em descompasso com as minhas mudanças, sabe? Isso faz a gente refletir duas coisas: primeiro, como é importante conhecermos a nossa essência, saber o que queremos da vida, como queremos, quem queremos ser. Senão, ficamos com aquela sensação estranha de que tem alguma coisa errada sem nem saber o que é. Pode ser que não saibamos de imediato o que mudou, como aconteceu comigo, mas é importante estar em constante observação e aberto a perceber as sutilezas que vão se mostrando aos poucos para nós. A segunda coisa é como é importante que a gente saiba expressar essas mudanças: às vezes através de palavras, outras através de mudanças na atitude, mas também mudanças maiores como mudança de emprego/ trabalho, mudança de hábitos e até mesmo de amigos e parceiros. E de layouts! De visual, do corte/ cor do cabelo, da maneira de se vestir…  Vou me explicar melhor num ponto antes de ser mal interpretada: eu não vou mudar de marido não, gente! Estou muito feliz com o meu hahaha… Mas aposto que todo mundo que me lê já percebeu, em alguma etapa da vida, que alguma amizade ou namoro (ou mesmo casamento) estava fazendo mais mal do que bem e que para tornar-se uma pessoa melhor precisaria abandonar certas companhias. Quando isso acontece nos casamentos é muito triste, porque idealmente eles deveriam durar para sempre mas… as pessoas erram. Enfim, nem vou me estender sobre isso aqui porque o ponto do post é outro: é como devemos estar atentos à nossa essência e à nossa evolução, desenvolvimento, às nossas mudanças, e sempre encontrar maneiras de traduzir isso de alguma forma ao nosso redor. Se isso não é feito, inevitavelmente ficamos com um sentimento estranho de inadequação e isso drena nossas energias, não é?

Hoje é o primeiro dia da primavera e, assim como as árvores começam a florescer, desejo que também em nós floresçam bênçãos, alegrias, aberturas, mudanças felizes, novas ideias e ideais. Essa é uma época muito favorável a mudanças positivas, simboliza o nascimento, crescimento, prosperidade, abundância. Temos ajuda da natureza para nos observarmos, vermos as coisas com mais clareza e revigorar nossas crenças e convicções. Te convido a experimentar!

hellospringBeijos mil, uma primavera linda e iluminada para vocês!

Helô

Dar para receber

21 de setembro

Estou sem escrever há um tempo, eu sei… Mas não sem pensar em coisas para escrever kkkk… A cabeça fervilha e tem milhões de coisas que gostaria de compartilhar com vocês. Como vocês sabem, fiz o desafio de 30 dias sem falar mal de ninguém, sem fazer fofocas. Foi bastante desafiador por diversos motivos, mas foi um período de muito auto-conhecimento. Olhar para nós mesmos, para os motivos que nos levam a agir, reagir, falar e pensar certas coisas é uma forma de prática espiritual: estamos colocando atenção em algo que vai nos fazer evoluir e nos tornar pessoas melhores. Os 30 dias acabaram, mas eu continuo colocando minhas reflexões em prática toda vez que penso em falar algo ruim de alguém. Algumas vezes eu coloco para fora se isso estiver me perturbando demais, mas sempre com a intenção de melhorar o sentimento dentro de mim. É muito importante que isso nos englobe também, ou seja, não devemos falar mal de nós mesmos, ok? Como diria Yogi Bhajan, “se a sua compaixão não te envolve, ela está incompleta”.

Hoje, “coincidentemente”, duas fontes diferentes chegaram a mim abordando o mesmo assunto: a importância de dar, doar, oferecer, compartilhar, servir. Por isso, me senti levada a falar um pouco sobre isso aqui. Quando queremos só receber, é como se enchêssemos o copo e, em determinado momento, não coubesse mais nada. Fica impossível receber mais e o que já está lá fica estagnado. Quando doamos/ oferecemos, estamos mantendo ativo o fluxo do Universo (de Deus) , sempre esvaziando para ter lugar para o novo, para receber mais e mais. Quando eu falo em dar alguma coisa, entendam que existem diversas formas de doação e que TODOS, eu disse TODOS sem exceção tem algo a oferecer. Pode ser dinheiro ou bens materiais, como roupas, presentes, alimento… mas também pode ser tempo, energia, carinho, dedicação. Pode ser sorrir para um estranho na rua e sem saber mudar o dia daquela pessoa. Pode ser ouvir alguém que esteja precisando ser ouvido com carinho e atenção.  Pode ser ajudar seu/sua vizinho/a a carregar seus pacotes e malas, por exemplo. Pode ser ajudar uma pessoa a subir uma escada, atravessar a rua, encontrar um endereço. Pode ser ajudar um colega de trabalho que está com alguma dificuldade. Pode ser ajudar a mudar a energia do seu marido/ esposa num dia em que ele/ela estiver se sentindo triste e desmotivado. Qualquer uma dessas coisas e diversas outras são formas de doação. Quando fazemos isso estamos nos doando a Deus, estamos servindo ao próximo e, por consequência, estamos servindo a Deus. E nesse movimento mantemos vivo o fluxo de energia para continuarmos oferecendo e recebendo bênçãos interminavelmente.

É importante ressaltar que qualquer coisa que você fizer para se beneficiar não tem o resultado de te fazer receber mais. Vou dar um exemplo: se você começar a fazer um monte de doações em dinheiro para diversas instituições de caridade esperando que, dessa forma, Deus vá te recompensar te fazendo mais rico, isso não vai acontecer. Mas se, por outro lado, você pensar em doar qualquer coisa com o intuito de se aproximar de Deus, de servir a Ele e ao mundo com o seu tempo/ dedicação/ sorriso/ alegria/ sabedoria/ dinheiro, com o objetivo de tornar o mundo um lugar melhor, então a abundância está pronta para vir até você. Abundância não somente material, mas abundância de bênçãos como um todo.

Enfim… vamos viver nossas vidas pensando em servir, amar, ser luz! Se pensarmos dessa forma automaticamente ofereceremos diariamente diversas coisas àqueles que se aproximarem de nós e manteremos o fluxo do amor e da luz em ação! Vamos fazer esse desafio diário e tenho certeza absoluta que experimentaremos melhorias significativas nas nossas vidas. Ontem o vi um filme que falava justamente sobre a busca da felicidade (“Hector e a procura da felicidade”) e uma das partes que mais gostei dizia mais ou menos assim: “quanto mais uma pessoa buscar a felicidade focada nela mesma, somente para ela mesma, mais distante da felicidade ela estará”.  Te convido a tentar!

Beijos mil, uma linda semana para vocês!

Helô

Gente, pisei na jaca… Sabe quando estamos de dieta e não resistimos e comemos tudo que vemos pela frente? Foi mais ou menos isso que aconteceu… Quando escrevi sobre o desafio na semana passada, estava na praia com o meu marido. Falei para vocês que era difícil não comentar sobre os biquinis e comportamentos alheios, mas na verdade é muito mais difícil para mim não comentar sobre os comportamentos. Sobre os biquinis é difícil eu comentar mesmo, não costumo fazer muito isso a não ser em casos muito extremos rsrsr…

Depois que eu publiquei o post, recebi um comentário dizendo que às vezes pode ser prejudicial guardar para nós coisas que nos desagradaram. Fiquei pensando nisso e fiquei novamente em dúvida. Vocês sabem, tive dificuldade em definir exatamente o que é “falar mal dos outros”. Ainda na praia, aconteceu de umas pessoas falarem coisas que me incomodaram e agirem perto de mim de uma forma que também me incomodou. Resolvi não falar nada, afinal, estava no meu desafio. Mas aquilo mexeu com a minha energia e eu fiquei dois dias pensando em tudo aquilo, refletindo o motivo do meu desconforto. Vendo o comentário e pensado que às vezes pode ser ruim guardar coisas para nós mesmas, resolvi conversar com o Marcelo a respeito. Ele concordou comigo, mudamos de assunto e eu me senti aliviada. Pensei: “‘é, realmente, nem sempre podemos ficar guardando as coisas…”. Vale dizer que o comentário no post mencionava que “a não ser que a gente consiga mudar os sentimentos a respeito dos fatos, pode ser prejudicial guardar algumas mágoas”. Como não tinha conseguido mudar meus sentimentos, falei com o Marcelo. Senti alívio, mas… sabe o que aconteceu depois? Perdi o “fio da meada”. Comecei a achar que tudo ia me fazer mal se ficasse “guardado”. Voltei de viagem e uma pessoa próxima de mim começou a “contar coisas”, vulgo “falar mal dos outros”, contar coisas que aconteceram e que a fizeram se sentir mal. Eram coisas justas, não fofocas frívolas. Eu deixei, afinal, acho também que às vezes precisamos ouvir as pessoas com carinho quando elas precisam desabafar. Aí, no outro dia, aconteceu mais uma coisa que eu não posso contar aqui e eu também acabei não resistindo e fazendo comentários negativos.

No fim de tudo isso, estava me sentindo um fracasso, como se estivesse de ressaca. Uma sensação ruim foi tomando conta de mim, ao mesmo tempo por não ter conseguido seguir meu objetivo nessa semana e também porque percebi que falar mal dos outros traz mesmo essa sensação de “intoxicação”. Mas aí eu lembro que também que “se a sua compaixão não envolve a si mesmo, não é compaixão”. Respirei fundo. Trouxe esse sentimento de compaixão para comigo: estou aprendendo, estou no caminho, posso errar. Esses 30 dias de desafio são exatamente para propiciar o meu crescimento, para que eu possa refletir como me sinto quando me comporto de determinada maneira e decidir o que eu quero para mim. É muito difícil mudar determinados padrões, especialmente quando eles envolvem maneiras de se relacionar com outras pessoas. Se sempre que você encontra alguém vocês conversam sobre coisas que desagradaram naquela semana, é muito difícil encontrar essa pessoa e mudar o rumo dos assuntos. Mas é justamente por isso que se chama “desafio”, certo?

Ontem fui dormir com uma sensação muito chata de “não estou sendo a pessoa que gostaria de ser”, mas  acordei hoje com os meus propósitos renovados. Percebi que quando alguma coisa realmente nos desagrada e sentimos que precisamos falar sobre isso com alguém, podemos fazer isso de maneira que falemos sobre o fato e não a pessoa, ou seja, contar o que te desagradou e o que aquilo te fez sentir sem denegrir a pessoa que causou o desagrado. Para isso, é importante que a outra pessoa – quem está te ouvindo – seja direcionado para esse mesmo caminho. Realmente esse desafio não é nada fácil porque envolve muitas coisas, mas ele é muito enriquecedor. Vou continuar comentando minha experiência com vocês e espero conseguir voltar para o caminho a que me propus até o final!!! E vou adorar ouvir de vocês!

Beijos, bom domingo!

Helô